CARTA MARRON…!

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Diante dos fatos políticos que envolvem o Brasil, nestes momentos de pandemia mundial, onde está restrita, a liberdade e o direito de ir e vir convido você para uma viagem, uma avaliação, uma análise!

Antes de 2018 e neste ano, temos uma via já consolidada, com notoriedade reconhecida, fama nacional, credibilidade, reconhecimento mundial, por trabalhos prestados no combate a corrupção, tido como paladino da justiça, identificando os responsáveis ativos e passivos e colocando-os na prisão! Desponta Sérgio Moro.

No mesmo período, surge a expectativa numa outra via, como alternativa da moralidade, prometendo cortar a corrupção na fonte e na própria carne, Jair Messias Bolsonaro! O que era expectativa se consolidou, um deputado federal, do baixo clero, representando um partido político “nanico”, chega a Presidência da República, escolhido por quase 57.800.000, eleitores, tido como mito, Bolsonaro é eleito!

O Brasil se engalana, seu povo se reoxigena na esperança de revitalizar a idoneidade, a credibilidade publica de País, de nação, de integridade administrativa, pois o discurso do eleito foi o de acabar com o aparelhamento do Estado, no seu País em órgãos de governo, a partir da formação ministerial, escolhendo para cada pasta o seu titular por mérito, competência, extirpando do meio político, a operação do toma lá, dá cá!!

Claro, eleição definida. Vamos formar o quadro administrativo do País. Qual Presidente não gostaria de ter no seu quadro ministerial a figura exponencial de um Sérgio Moro, Advogado, Juiz renomado, credibilidade a toda prova integrando ao grupo, o Governo como um todo estaria fortalecido em idoneidade e integridade moral, teria caráter e personalidade austera!

Evidente que pensando em tudo isso, eles, as partes, se cumprimentaram, se aproximaram, certamente, alguns próximos do eleito sugeriram, pois, se os opostos se atraem, imaginem aqueles com princípios e valores semelhantes, natural que desejassem se completar em ideais e ideologia!

Deve ter ocorrido um “flerte” entre ambos, nas conversações, contudo, se esqueceram de que para uma afinidade é preciso conhecer-se. Moro esteve alheio a campanha do eleito, Bolsonaro até então um desconhecido, dariam certo…

Surge então o convite para que Sergio Moro assuma a pasta ministerial da Justiça, dentre outros, Segurança, COAF, englobados num super-Ministério e ainda, concede ao convidado uma CARTA BRANCA, autonomia para decisões no âmbito daquela Pasta!

O preço para esta assunção ao novo cargo seria alto! Moro teria que se demitir da sua carreira de Juiz exercida por 22 anos, uma carreira integra e honrada, ainda assim, convenientemente aceitou, claro que feita às ponderações, pois, entende-se que a 13ª Vara de Curitiba já estava pequena para o ego do convidado e com a aceitação do novo ofício ou missão, poderia se destacar e se projetar politicamente até por indicação do próprio Bolsonaro à Presidência da República!

Mas, segundo Carlos Drumond de Andrade, “no caminho tinha uma pedra”, a facada recebida por Bolsonaro, carecia de apuração e definição de mandatários, já que o autor Adélio Bispo mostrando um bom status econômico, mesmo desempregado, há algum tempo, portando, celulares, “lap-tops”, dinheiro na mão, assistido por advogados de renome em sua defesa, estaria sendo protegido por alguém, portanto, cabia ao Super Ministro, determinar e exigir que a sua Polícia Federal desse conta do recado, apresentar ao seu Chefe os mandantes do crime contra ele.

Sua excelência o Ministro formou os seus quadros no Ministério transferindo toda a sua equipe de confiança da 13ª Vara de Curitiba, inclusive, nomeou, escolhendo o Diretor da Policia Federal, contexto que foi usado dentro do princípio da – CARTA BRANCA – concedida pelo Presidente da República, que conforme preceitua a LEI 13.047-2014 é prerrogativa dele Presidente!

Passados quase 16 meses de atuação do competente Juiz Sergio Moro à frente do Ministério da Justiça e Segurança, contextualmente, particularmente, considero sua ação como Ministro “morna”, não apresentou ao Presidente os mandantes do crime contra ele, Bolsonaro, o Diretor da Polícia expôs o seu Chefe e ambos desvalorizaram e ignoraram o Presidente da República, esfaqueado, quando ainda candidato.

Isso por se só, já elimina a cor da CARTA, o Ministro deixou a desejar quando lhe tomaram o COAF, apresentou projetos e não soube defende-los junto ao Congresso, foi engolido nas comissões, agora em plena pandemia assistiu de camarote Governadores tomarem o País de refém, vê cidadãos, pacíficos e ordeiros serem agredidos, algemados em praça pública e não se manifestou, não agiu, foi omisso!

A relação do Ministro com seu Diretor de Polícia Mauricio Valeixo era muito próxima, muito estreita ao ponto do Ministro se dispor a pedir demissão do Cargo, para escudá-lo, mesmo o Delegado Valeixo tendo se pronunciado cansado, em vídeo conferência aos seus colegas,  todavia, os bastidores desta exoneração e demissão devem ser conhecidos e recomendados ao Presidente da República, pela ABIN, órgão de inteligência da Presidência da República, evidências que fizeram com que aquela Carta Branca dada ao Ministro, pelo Presidente, passasse a ter outra coloração, ou seja CARTA MARRON, pois o vínculo de confiança entre eles foi rompido!

A PGR (Procuradoria Geral da República) encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) as citações do Ministro demissionário para serem depuradas, enquanto denúncia contra sua excelência o Presidente da República.

Contextualmente, o governo perde muito com a saída de Sergio Moro do governo, considerado o seu nome e reputação pública, contudo, a iniciativa e prática de sua demissão, evidencia que o seu ego, sua biografia, está acima dos interesses do Brasil e do seu povo, contudo, esse ato intempestivo dele, também, refletirá na mesma biografia, até porque, o povo, está solidário com o Presidente Bolsonaro e ele Moro, agora, politicamente, vai se atirar nos braços de LULA, MAIA, DILMA, DÓRIA, PT….etc…… o tempo dirá!

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