Publicado em 2/1/2026, às 16h10.

Preservação ou modernidade?
Por Fred Bar

Uma informação não verídica sobre um suposto projeto do governo para a demolição do Mercado Velho gerou repercussão e dividiu a opinião da população entre posicionamentos favoráveis e contrários à possível intervenção no espaço.
Apesar de se tratar de uma informação falsa, o debate levantado chamou a atenção pela qualidade dos argumentos apresentados por moradores. De um lado, defensores da demolição apontam que a retirada da estrutura poderia melhorar a mobilidade urbana, desafogar o trânsito na região central e permitir a ampliação da praça, criando mais espaço para a realização de eventos públicos e atividades culturais.

Por outro lado, os que defendem a restauração do Mercado Velho ressaltam a importância da preservação da memória histórica do município. Como exemplo, citam o modelo adotado na cidade de Barreiras, onde o mercado foi revitalizado e transformado em uma opção de lazer, convivência e valorização do patrimônio cultural.
Especialistas lembram que, embora o Mercado Velho seja um patrimônio tombado, o processo de tombamento pode ser reavaliado em situações específicas, especialmente quando há riscos à segurança da população. Nesses casos, a vontade coletiva e as necessidades da comunidade podem ser consideradas em eventuais revisões.

O episódio evidencia a importância do debate público responsável e do acesso à informação correta, além de reforçar a necessidade de diálogo entre poder público e sociedade sobre o futuro dos espaços históricos da cidade.





