Publicado em 25/1/2025, às 11h15

*Teonei Guerra é Jornalista Provisionado e Corretor de Imóveis.

Trânsito já é problema grave em Correntina
Teonei de Araújo Guerra*

Foto divulgação.

Encontrar uma vaga para estacionar um veículo na região mais comercial de Correntina, especialmente pela manhã, já se torna um problema grave para os condutores de veículos, que também enfrentam dificuldade de locomoção em alguns pontos específicos, que se tornaram “gargalos” e prejudicam, por vezes, a fluidez do trânsito local.

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Não há no município, um especialista a quem se possa recorrer para saber se a frota, estimada em mais de 10 mil veículos, é compatível com a área; o porte da cidade. Mas, numa análise superficial, é possível acreditar que sim. Pois o município é extenso, e essencialmente rural, com mais de uma dezena de povoados e dois distritos, o que faz crer que pelo menos 50% dos automóveis, motos e caminhões que compõem a maior parte dessa frota, circulam também na zona rural.

Os principais problemas do trânsito local têm mesmo como causas a grande quantidade de caminhões, carretas e ônibus que circulam na região central da cidade, a falta de organização, e a inobservância, por parte dos condutores, de regras que regem o trânsito. A pequena área onde se concentra a “grande parte” do comércio local pode ser também um fator a se considerar.

O tráfego das carretas, dos caminhões e ônibus que deveriam circular fora da cidade, apenas nas BRs 135 e 349, mas rodam também na região central de Correntina, é uma causa cuja solução não se espera por tão cedo. Pois depende de obras de grande custo, como a mudança do trajeto da BR 349, e a construção de um acesso que ligue a BR 349 à BR 135. Uma forma de semianel viário, que tiraria esses veículos de circulação na cidade. Obras federais, sem perspectiva de serrem realizadas.

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Cabe ao município, portanto, cuidar das causas “domésticas”. Organizando melhor o trânsito e exercendo uma fiscalização eficiente, que impeça aos condutores, comportamentos que prejudicam o bom fluxo nas vias públicas.

O Jornal de Correntina verificou algumas dessas situações que tumultuam o trânsito e causam transtornos aos motoristas na cidade, além de acidentes.

Na rua Góes Calmon, por exemplo, apesar de haver placas indicando ser proibido estacionar no segundo quarteirão, onde a via é muito estreita, há, com frequência, veículos – motos e automóveis – estacionados no local.

Entre a rua Góes Calmon e a travessa da Liberdade, há, com frequência, veículos estacionados sobre a ponte do Riacho Vermelho, o que, além de ser proibido pelo Código Brasileiro de Trânsito (CBT), causa problemas constantes aos motoristas, uma vez que o local é passagem de caminhões, ônibus e carretas, e frequentemente, o tráfego de veículos ali é até paralisado.

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Outro ponto onde os motoristas não atendem ao que determina a placa é na praça Monsenhor André. No calçadão que circunda o jardim, na parte em frente à rua Góes Calmon, há uma placa indicando ser o local um ponto de estacionamento de motos, mas, toda aquela lateral está sempre ocupada por automóveis.

Aliás, a praça Monsenhor André, a principal da cidade e importante acesso ao Ranchão, é um [mau] exemplo de desorganização, de bagunça mesmo, no que diz respeito ao trânsito. De segunda a sábado, pela manhã, os ônibus e vans que fazem o transporte de pessoas da zona rural para cidade estacionam no local e lá permanecem por todo período matutino e parte da tarde, atrapalhando o fluxo de veículos. Na sexta-feira, dia 16, por exemplo, o Jornal de Correntina flagrou uma interrupção total na parte de baixo da praça. Interrupção que durou quase uns 10 minutos (veja foto).

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Alguns locais necessitam de uma reorganização geral. Talvez a adoção de cobrança pelo estacionamento, em sistema rotativo, para diminuir a quantidade de veículos estacionados, pela manhã. É o caso da praça Monsenhor André, e a área que abrange a cabeceira da ponte sobre o Riacho Vermelho até as imediações do Banco do Brasil, o primeiro quarteirão da rua da Barragem – em frente ao Posto de Saúde -, e as imediações e da praça Rafael Barbosa.

Há outros pontos onde é necessário haver intervenções pontuais.

O Jornal de Correntina falou com o diretor de Trânsito do município, Márcio José Rocha Arantes, a quem expôs esses pontos críticos do trânsito na cidade, para saber se há uma previsão de solução. Em resposta, o diretor afirmou que o trânsito na cidade vai passar por reformas e mudanças profundas. Mas elas só ocorrerão dentro de mais ou menos um ano.

Foto: Diretor de Trânsito Márcio José Rocha Arantes

De acordo com o diretor, todo o planejamento está sendo feito, mas, a implantação das mudanças só será possível após a aprovação do projeto de lei que atualiza a lei existente, e fará as mudanças necessárias. Projeto de Lei esse que, garantiu Márcio, já está na casa legislativa e, pelo que a administração municipal espera, será votado e aprovado neste primeiro trimestre deste ano.

As mudanças passam pela criação de uma “autarquia municipal que vai gerir o trânsito no município”. Vai também, “trazer os links do Contran e do Detran-BA para o município, eximindo a circunscrição do Estado, da PM [Polícia Militar], ou seja, trazendo essa competência para o município, e assim, a autonomia para o município gerir o trânsito”. Fazem parte dessas mudanças, ainda de acordo com o diretor, “tornar circunscrição da autarquia municipal a fiscalização ora realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), ou seja, nas BRs 349 e 135, nos trechos a partir da entrada de São Manoel, do Posto da Polícia Rodoviária Federal e da Ponte Velha” – divisa com o município de Santa Maria – até Correntina.

Como ação final, então, será colocado em prática todo o planejamento que, como afirmou Márcio, está sendo elaborado para reorganizar o trânsito na cidade, com a implantação das sinalizações:  horizontal e vertical, o trabalho de conscientização dos usuários do trânsito – motoristas e pedestres e a fiscalização.

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“Com tudo efetivado, o trânsito vai melhorar e se tornar mais seguro”, afirma Márcio Arantes.

*Teonei de Araújo Guerra é jornalista provisionado, colaborador do Jornal de Correntina.

1 COMENTÁRIO

  1. Bom, mobilidade urbana parece não ser discutida na cidade, pensar em um transporte público com linhas circular nem é ipotese. O ideal é criar um terminal exclusivo para os ônibus da zona rural, pois eles ocupam as vagas de estabelecimento.
    Sobre criar um novo perímetro urbano das BRs 349 e 135, cade o deputado federal da região, eles fizeram um novo perímetro urbano em Cocos e Coribe, da pra ver pelo Google maps, aqui em Correntina é necessário!

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