Publicado em 15/12/2025, às 5h45.

Antonio Rocha.
Possui graduação em Filosofia pela PUC Goiás, graduação em Direito, Licenciatura em História, Curso Seminarístico de Filosofia pelo Instituto de Filosofia/teologia de Goiás, Curso livre em Teologia (1993), especialização em Filosofia Clínica, e mestrado em Ciências da Religião pela PUC Goiás. Ex- Professor efetivo da PUC Goiás, foi professor convidado do Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás.

UM DEDO EM RISTE
por Antonio Rocha.

Que Deus me livre e guarde da pecha de Julgador. Eu é que não julgo e nem me sinto confortável na cadeira de juiz… Sabe se lá o que ronda a consciência e as entranhas de um Julgador…  Um mundo à parte…

Imagem ilustrativa.

Ora, se já é difícil conhecer o homem na sua completa natureza, difícil também é, atingir o lado certo onde habita a verdade. Como diz um amigo: “não confunda feik com fatos.” Julgar é como atirar com uma arma de fogo, ou lançar com o arco a flecha. Depois do disparo não há retorno possível… Sobrando apenas lamentos e estragos…

Imagem ilustrativa.

Julgar não é tarefa fácil, principalmente em nossos dias. As técnicas refinadas e instantâneas de comunicação, que vieram por um lado jogar luzes sobre a verdade, também são as mesmas que por outro lado a obscurecem. E é fácil de ser por elas iludido.

Imagem ilustrativa.

De fato, a função de julgador não é pra qualquer um. Julgar exige sabedoria infinita, bondade imensurável, certeza absoluta, amor desmedido e conhecimento profundo da alma humana e de outras realidades. Não é para o homem…! Não obstante, como num campo de futebol, todos imaginam ter um apito na mão, para apitar uma suposta infração do seu próximo.

Imagem ilustrativa.

A verdade é algo que está assentada sobre os pilares dos contextos e das circunstancias; da comunicação e da ação; da audição e da argumentação.  Ao passo que a interpretação, esta sempre é e será uma compreensão sujeita a ambigüidades e parcialidades.  Ou, por vezes, um mero ponto de vista. Por isso é que julgar é difícil e perigoso.  E por vezes um peso sobre a consciência, um tormento para o Julgador e um fardo para o julgado, ou pra a sociedade…

Imagem ilustrativa.

É que, a dúvida, é sempre a fiel companheira do martelo, atormentando a consciência de quem assenta na cadeira de julgador. Há uns que por destino se tornam profissionais do julgamento; há outros que são meros amadores, tornando-se, muitas vezes, nos mais perigosos amparados pelos insustentáveis e deploráveis achismos.

Imagem ilustrativa.

Normalmente os amadores julgam baseado num único parâmetro: eu ouvi falar; ah, a maioria pensa assim; ou, “vox populi vox de dei!” Sem dúvida essa é uma certeza temerária; absolutista, generalista, irresponsável e desastrosa. Julgamento justo é só pra Deus! Pois Ele não se deixa influenciar e nem se apressa em julgar.  É paciencioso e tudo espera, até o último momento… Isso para que, o acusado, enfim reveja o seu comportamento no seu preparo para o juízo final.

 

Imagem ilustrativa.

Entretanto, na contramão caminha o julgamento dos homens. Este é apressado e torce pelo pior. São mestres em apontar o dedo sem qualquer peso de consciência, ou medo do arrependimento. E com a ponta do dedo indicador, decreta a sentença condenatória, torcendo para que Deus e o Diabo façam o mesmo. Tenho medo desse julgamento… Porém, tenho muito mais medo do julgamento, que eu possa vir a fazer contra o meu irmão. 08/03/22 ARS.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.