Publicado em 2/3/2026, às xxxxx

MEMÓRIA
Uma curiosidade bem interessante sobre
Correntina
Teonei de Araújo Guerra*

  Há mais de um ano, estou me dedicando à produção de um livro que pretende contar como era Correntina até o limiar dos anos 1970, nos aspectos físico, sociocultural, humanístico, religiosoenfim, uma publicação que, ao meu ver, dê continuidade ao trabalho de resgate da memória da nossa terra e do seu povo já iniciado pelo nosso historiador, Hélverton Baiano, o nosso amigo, Valnir.

FOTO – Rotatória no final da rua Pedro Guerra, antiga Rua da Varginha.

  Estipulo o fim da década de 1960 e o limiar dos anos 1970 como período limite, por ter sido a partir daí que o gerais passou a ser ocupado, e o agronegócio ter se instalado nessa porção até então inóspita do município, e Correntina passar a viver o ciclo de desenvolvimento que a transformou.

   

  Em um capítulo do futuro livro, eu procuro descrevo como era a cidade naquele tempo”; a sua configuração física. Como eram os quarteirões, as ruas, as casas; tento descrever em detalhes, a pequena povoação, cuja divisão em duas partes pelo Riacho Vermelho, era bem clara.

  Para detalhar de forma bem minuciosa essa configuração física da cidade, peguei uma planta cartográfica e contei as vias públicas então existentes. Ainda vou fazer uma revisão, mas pelo que observei, havia em Correntina, 45 ruas e vielas, 5 praças e 5 becos.

  A curiosidade à qual me refiro, é uma informação nova a que tive acesso na semana passada, sobre a Correntina daquela época, que me causou uma surpresa. Fazia eu um trabalho para uma cliente, manuseando uma Certidão de Inteiro Teor de um imóvel, cuja Escritura Pública foi lavrada em 1965. No documento está registrado a localização desse imóvel, um terreno, que, pelo registro, limitava-se ao sul, com a propriedade [fazenda] de Elias de França Barbosa, ao leste, com o Riacho Vermelho, e ao oeste, com a “estrada do Tatu”. E qual estrada era essa? A hoje, rua Lomanto Júnior, onde está localizada a padaria de dona Duva.

  Veja como Correntina era pequena. No ano de 1965, o final da antiga Rua da Varginha – como aquela rua era denominada naquele tempo -, hoje denominada de Rua Pedro Guerra, era um dos limites da nossa cidade.

*Teonei de Araújo Guerra é jornalista provisionado e colaborador do Jornal de Correntina

LEGENDA PARA A FOTO 01 Rotatória no final da rua Pedro Guerra, antiga Rua da Varginha.

LEGENDA PARA A FOTO 02 A rua Lomanto Júnior, que era a Estrada do Tatu.

LEGENDA PARA A FOTO 03 A antiga estrada do Tatu, hoje a rua Lomanto Júnior.

LEGENDA PARA A FOTO 04 A rua Lomanto Júnior por outro ângulo.

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