Publicado em 30/03/2025 às 16h36.

Foto: Divulgação.

 

CORRENTINA: MATERNA, TERNA E ETERNA.

Moro em um lugar maravilhoso
Que se chama Correntina
Rincão do Oeste Baiano
Que em todo canto a água mina.
87 anos de idade.
Parabéns, Correntina!

Correntina, de imensos Gerais!
Correntina, de muitos capões!
Celeiro de grãos e cultura,
Tema de lindas canções.
Seus rios continuam
A encantar gerações.

Quando vislumbramos sua beleza,
Tomados de emoção repentina
Sentimos fraternais carícias.
E com mãos de menina,
Nos seduz, nos acolhe,
Nos enfeitiça e contamina!

Mãe majestosa e fraterna
Cujo filho sofre e canta!
Satisfeita, se orgulha.
E, de repente, se espanta
Com um povo antes de joelhos,
Que agora se levanta!

Ventre da natureza
Que num vale surge.
Grita em murmúrios d’água
Que uma nova vida urge!
Obediente ao chamado materno
Seu povo se insurge!

Animados por sua história
Seus filhos hão de construir
Um tempo de alegria e esperança.
Uma nova terra há de vir
Fruto de seu sonho e luta
Será o seu porvir!

Poema do Me Professor Paulo Oisiovici

 

7 COMENTÁRIOS

  1. SE EXISTE ALGUM LUGAR MAIS BONITO, MAIS ACONCHEGANTE E MAIS CARISMÁTICO QUE CORRENTINA, ME FALEM POR FAVOR. PARABÉNS CORRENTINA! E PARABÉNS PARA TODOS NÓS CORRENTINENSES! QUE TODOS SINTAM O MESMO ORGULHO QUE EU SINTO DE SER CORRENTINENSE!

  2. Os resquícios de tudo que ela foi, ainda faz muita gente feliz pelo que vê. Imaginem os anos 60/80 quando tão exuberante era nosso rio; a força de sua correnteza, sua vazão…

    O cerrado era um pomar frutífero a a todo tempo: araticun, pequi, Araçá, pitomba, mama-cadela, caju, Buriti, Mangaba, Jua, jatobá, Cagaita, Guabiroba, Murici; sem falar da insondável riqueza da flora e fauna; plantas medicinais, gente !

    Quem não conheceu o cerrado como nós, nem de longe imagina o tamanho do prejuízo que sofremos com a chegada dos gafanhotos sulistas.

    O problema não é a agro, mas foi a falta de políticas de exploração das terras exploração de água da água em seu dub-solo.

    A culpa recai sobre o legislativo das décadas de77/87 que certamente olhou mais outras conveniências… Não disciplinaram a ocupação do cerrado; o desmatamento de grandes áreas; a sucção de milhões cúbicos de água! O que poderia ter amenizado com criação doParque Nacional de Correntina e hoje poder mostrar a está geração a realidade deste poema: campinas, gerais, veredas, e o imenso pomar.

    Poderíamos ter mais motivos para comemoração, porém é válida cada manifestação de nossos poetas, escritores, jornalistas, pois são sinais evidentes de ainda há um filete de esperança se e somente se, também denunciarem os abusos e lutarem por medidas de restauração de áreas do cerrado que ainda podem ser recuperadas; assim, amenizar a tragédia anunciada, cujos sinais já são vistos no leito de nosso rio, assoreado e de baixa vazão.

    Não podemos fazer vistas grossas a realidade.

    Comecemos todos a nós preocuparmos com um reservatório acima do período urbano; uma represa de grande porte, enquanto o rio ainda “escorre”. Não estamos livres de uma tragédia do porte de Mariana MG, e aí? Não temos alternativa caso ocorra uma tragédia como as águas serem contaminadas com agrotóxicos; de onde virá o abastecimento de água potável?

    Eu vou nesta linha, torcendo para que este governo, prefeito Mariano e o Legislativo possam fazer algo; ou pensar e agir quanto a esta represa; que façam do rio o principal cabo eleitoral deste governo.

    Vcs também são dignos dos Parabéns; Professor Paulo,Antônio Rocha, Antônio Neto, Teoney, Gercilio, Gilson pois vcs fortalecem o JC e o torna num instrumento de luta, que certamente, influenciará na luta, pela opinião que há de gerar reação popular e política nesta luta, pelo que ainda nos resta deste paraíso.

    “Também quero Oh minha terra querida em teus braços feliz reclinar e com lágrimas colar-me em teus seios para nunca, jamais, ti deixar” (TG)

  3. No final de março pretérito, nosso conspícuo professor Paulo Oisiovici brindou-nos com a poesia sob o título: CORRENTINA: MATERNA, TERNA E ETERNA, chegando ao nosso conhecimento através do periódico virtual JORNAL DE CORRENTINA, atualmente a nossa única e confiável fonte de informações e ao meu sentir séria e apartidária.

    Que poesia linda e emocionante! O Oisiovici conseguiu capturar a essência de Correntina, uma cidade que parece ter um lugar especial no coração de seus habitantes. A poesia começa descrevendo a cidade como um lugar maravilhoso, com água que mina em todo canto, e celebra seus 87 anos de idade. Destaca a beleza natural da cidade, com seus rios e gerais, e como ela é um celeiro de grãos e cultura.

    Mas o que mais me impressionou foi a forma como o Oisiovici descreve a relação entre a cidade e seus habitantes. Ele fala da cidade como uma mãe majestosa e fraterna, que acolhe e seduz seus filhos, e como eles se sentem orgulhosos e emocionados com sua beleza.

    A poesia também fala de esperança e luta, de um povo que se levanta e se insurge, animado por sua história e determinado a construir um futuro melhor. É uma mensagem poderosa e inspiradora, que destaca a importância da comunidade e da luta por um futuro mais justo e feliz.

    No geral, é uma poesia que celebra a beleza e a força de Correntina, e que nos faz refletir sobre a importância de nossa conexão com o lugar onde vivemos e com as pessoas que nos rodeiam. Parabéns ao ilustre Autor por essa obra-prima!

    Peço desculpas por somente agora fazer o comentário, pois estava um pouco distante das leituras e escritas em razão de encontrar-me na fase de cuidados com a saúde e revisões de uma cirurgia a que submeti.

    Forte Abraço e continue a enaltecer o nosso correntinense torrão pátrio!!!

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