Publicado em 1º/3/2026, às 10h30.

Luciano Pedreiro fala da leniência da Câmara de Vereadores.
O poder legislativo tem importância significativa na vida de um cidade. Por lei, a cidade de Correntina tem treze representantes e onze desses formam a base do governo municipal atual, isso significa ficar de boca fechada e tapar os olhos para tudo que está acontecendo em nossa cidade, como: falta de infraestrutura, gastos exorbitantes no carnaval e atrocidades na pasta de educação, como perseguições à professores durante o pleito eletivo de diretores.

O legislativo consome aproximadamente 1.000.000,00 (um milhão de reais) todos os meses. Dinheiro do correntinense que precisa de uma fiscalização atuante e não de uma esquadrão de blindadores.
Os vereadores fazem um papel inverso de sua atribuição constitucional; ao invés de fiscalizar, blinda o prefeito e os atos do executivo contra o próprio povo que os elegeram como representantes. Sabemos o porquê dessa mudança de mentalidade e atuação, fica a minha indignação dessa Câmara leniente, inoperante que nada vê e nada fala.






A situação atual é reflexo de escolhas equivocadas feitas ao longo do tempo por parte do eleitorado, muitas vezes marcado pela omissão e pelo voto movido mais pela emoção do que pela razão. É amplamente reconhecido que não se deve conceder novas oportunidades a quem já demonstrou desrespeito à coisa pública. No entanto, em Correntina, parcela significativa dos eleitores que deveria repudiar práticas ilícitas acabou por apoiar e reconduzir ao poder pessoas que já estiveram envolvidas em denúncias e prisões relacionadas ao saque do erário público.
Para agravar o cenário, houve novas nomeações que, na visão de muitos cidadãos, contribuem para fortalecer grupos políticos já questionados. Diante disso, torna-se incoerente reclamar posteriormente dos resultados, uma vez que o perfil de parte dos que hoje ocupam cargos de fiscalização e gestão já era de conhecimento público — ressalvadas as exceções.
Somente por meio do conhecimento, do trabalho sério e da honestidade é possível promover a verdadeira libertação e dignidade de uma nação. Quando o interesse particular se sobrepõe ao bem comum, enfraquece-se a democracia e fortalece-se um ciclo de poder concentrado, que perpetua desigualdades e mantém a população refém de práticas que deveriam ser superadas.
Cabe, portanto, uma reflexão coletiva: o voto consciente é instrumento fundamental de transformação social e política, e seu uso responsável é condição indispensável para a construção de um município mais justo e transparente.