Publicado em 24/3/2026, às 10h10
Na data de ontem, 23 de março, tiveram início as aulas no Colégio Idalina Avelina de Castro, após amplo debate envolvendo pais, mestres, comunidade e o Ministério Público.

Na última sexta-feira, após reunião com diversos segmentos da sociedade e o governo municipal, ficou acordado o início das aulas no dia 23/03. Também foi definido que os serviços ainda pendentes, que poderiam causar riscos ou barulho, seriam realizados fora do horário escolar.

A reforma do Colégio Idalina é, sem dúvida, uma conquista da comunidade local, sonha com isso há muitos anos. Trata-se de uma demanda histórica, marcada pelo descaso de gestões anteriores, fato amplamente reconhecido. A iniciativa de realizar a obra foi acolhida por todos com respeito e esperança. Além disso, pelos registros divulgados, é visível a qualidade do serviço que vem sendo executado.
No entanto, é importante destacar que as críticas não se direcionam à reforma em si, mas à forma como o cronograma foi conduzido. A população cobrou, e continuará cobrando, organização, planejamento e responsabilidade. A condução inadequada acabou ofuscando uma conquista que poderia ter sido celebrada de forma plena.
As aulas poderiam ter sido iniciadas, temporariamente, em outro espaço, como mencionado pela vereadora Albanice Magalhães, ao citar o antigo Colégio Duque de Caxias. Isso evitaria a exposição de crianças a um ambiente ainda caracterizado como canteiro de obras. A obra poderia ter sido entregue já concluída, sem pressa, sem improvisos e sem a necessidade de intervenção do Ministério Público. Poderia ter sido um momento de celebração para toda a comunidade, e, infelizmente, essa oportunidade se perdeu.

Quanto à iniciativa da reforma, o JC reconhece e parabeniza a gestão. No entanto, ao colocar crianças para estudar em meio a uma obra ainda em andamento, mesmo diante de alternativas viáveis, a gestão se expõe a críticas legítimas, sem possibilidade de argumentos para defesas vazias.
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