Publicado em 22/5/2026, às 11h11.

Tudo tem início, meio e fim. E hoje, 22/5, encerra-se a trajetória deste portal de notícias.
“Muitos perguntarão: por que fechar?”
E essa resposta será dada.
O JC completa neste mês cinco anos e um mês de existência. Nasceu do sonho de dar voz à população, denunciar os descasos da administração pública e enfrentar injustiças que, muitas vezes, tentam se esconder atrás do poder e da influência.
Ao longo dessa caminhada, enfrentamos ameaças de processos, pressões e tentativas de intimidação, inclusive vindas de quem deveria defender a democracia, a liberdade de expressão e os interesses da sociedade. Ainda assim, seguimos firmes enquanto acreditamos que valia a pena continuar.
Mas chega um momento em que o silêncio coletivo pesa mais do que os ataques.
A frase atribuída a Martin Luther King resume bem este encerramento:
“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”
O mais difícil nunca foi carregar o peso das denúncias e das críticas. O mais difícil foi assistir à normalização das injustiças, ao silêncio de muitos que poderiam fazer diferença e à força de interesses políticos que se sobrepõem ao bem coletivo.
Encerramos este ciclo com a consciência tranquila de que cumprimos nossa missão.
Nosso sincero agradecimento a todos que caminharam conosco nesses mais de cinco anos.
Muito obrigado.
E que Deus nos proteja.
PS: As redes sociais (site, Instagram, Facebook e YouTube) serão apagadas em 24 horas. Quem desejar salvar ou copiar alguma matéria, este é o momento.






O banditismo venceu, que pena.
NOTA DE LAMENTAÇÃO PELO ENCERRAMENTO DO JORNAL DE CORRENTINA
Recebi com profunda tristeza a notícia do encerramento do Jornal de Correntina, hoje, 22/5, após cinco anos e um mês de serviços prestados à nossa cidade.
Lamento. Lamento muito. E não lamento apenas pelo fim de um portal de notícias. Lamento por Correntina.
Quando um veículo que nasceu para “dar voz à população, denunciar descasos e enfrentar injustiças” baixa as portas, quem perde não é o jornalista. Quem perde é o cidadão. Quem perde é a cidade como um todo.
O JC, segundo comentou seu diretor, enfrentou ameaças, processos, pressões e intimidações de quem deveria defender a democracia. Resistiu aos gritos dos maus. Mas, como bem disse, o que cala um jornal não são os ataques — é o silêncio coletivo. É a normalização da injustiça. É quando os bons se calam e os interesses políticos se sobrepõem ao bem comum.
Uma cidade sem imprensa livre é uma cidade no escuro. Sem fiscalização, os poderes constituídos não tem freios. Sem denúncia, o descaso vira regra. Sem voz, o povo vira refém. Em cinco anos, o JC cumpriu sua missão com coragem. Expôs o que muitos queriam esconder. Incomodou quem precisava ser incomodado. E agora se vai com a consciência tranquila, mas deixa um vazio que não será preenchido por notas oficiais e propaganda institucional.
Que fique registrado: Correntina fica mais pobre hoje. Mais pobre de debate, mais pobre de transparência, mais pobre de democracia.
Aos que fizeram o JC, minha gratidão e respeito. Vocês lutaram a boa luta enquanto houve quem quisesse ouvir. Que Deus proteja vocês na nova caminhada.
À Correntina, fica o alerta de Martin Luther King que o próprio jornal citou: o problema não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. Enquanto nos calarmos, outros jornais fecharão, outras injustiças serão normalizadas e outros desmandos seguirão impunes.
A luz se apaga em 24 horas. Que a consciência não se apague junto.
GETULIO C. REIS
Correntina-BA, 22 de maio de 2026.
Parabéns por sua coragem de dizer em poucas palavras a “decadência” que vive o povo da nossa cidade.
É com profundo sentimento de pesar que recebemos o anúncio do encerramento das atividades do portal “JC”, que ao longo de cinco anos e um mês exerceu um papel importante na comunicação local, dando voz à população, promovendo debates e trazendo à luz questões muitas vezes ignoradas pelos espaços tradicionais.
O “JC” nasceu do sonho, da coragem e do compromisso com a informação. Durante sua trajetória, enfrentou desafios, pressões e dificuldades que fazem parte da dura realidade da imprensa independente, especialmente no interior, onde informar, denunciar e questionar nem sempre é uma tarefa fácil.
Mais do que um portal de notícias, o “JC” tornou-se um espaço de participação popular, de fiscalização social e de registro da história cotidiana de nossa comunidade. Seu encerramento representa não apenas o fim de um ciclo, mas também a perda de uma importante voz em defesa da liberdade de expressão e do interesse público.
A frase citada neste momento traduz uma reflexão necessária: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”
Que essa despedida também sirva de alerta sobre a importância de fortalecer a imprensa livre, as instituições independentes e todos aqueles que se dedicam a construir uma sociedade mais consciente, participativa e democrática.
Manifestamos nossa solidariedade e reconhecimento a todos os que fizeram parte dessa caminhada — colaboradores, leitores, apoiadores e cidadãos que acreditaram na importância da informação local.
Fica o respeito pela história construída e a gratidão pela contribuição deixada à nossa comunidade.
Denilson Neves da Silva
Verdade.
Acho que a expressão mais adequada para externar o fim do ciclo do JC é mesmo “pesar. O sentimento que sentimos é de “pesar”. Uma tristeza profunda.
Apesar de militar na imprensa e já conhecer essa realidade, fiquei e também estou surpreso.
Obrigado , Antônio, pelo relevante serviço que você prestou à nossa terra.
Não sou de Correntina, mas acompanho constantemente as notícias por aqui veiculadas. Hoje pela manhã me veio uma angustia ao perceber o rumo que o pais está tomando. As coisas acontecem a bel prazer dos poderosos que lá colocamos, se questionamos, somos ameaçados, como a própria matéria acima informou. Me reflexionei o que acontecerá com os que vão ficar após a partida de nós que ainda pensamos neles (filhos, netos, pessoas bem quistas) e que também, a meu entendimento, já foi a reflexão do dono dessa página. Os que fazem as leis se blindam, aumentam seus salários de formas descomunal e ainda tem a cara de pau de dizer que não precisam daquilo e que ali estão somente pelo povo. A morte da página ecoa com o que também sinto: FALTA DE COLETIVIDADE. Por que somente alguns devem lutar por todos quando inclusive alguns desses são veementemente contra? Onde está o senso de conquista de coisas melhores? Do jeito que vamos para frente, o ditado nunca se fez tão real, só chegaremos para trás. Não me estranharia ver a revogação da lei Aurea em algum momento, não só para os negros, mas para todos eles que assistem e nada fazem. Na minha reflexão matinal também tive o mesmo sentimento, não devo e não quero colocar a cara à tapa para aqueles que só se preocupam e fazer dancinhas e vídeos.
SEM PALAVRAS…
Total apoio as notas de pesar, mas não é a primeira vez que o JC passa por tal situação. No governo José Maria passamos pelo mesmo processo, quando o responsável principal Lucia Alfredo Machado, foi agredido e pedia aos algozes que não tirasse sua vida e o preço para isso era findar as atividades do JC.. Nada mudou… A respostas veio nas urnas na eleição seguinte, quando Ezequiel Barbosa após diversas tentativas, enfim chegou finalmente ao pode.r
Vamos lembrar deste fato já este ano, mas eleições previstas. Será que foi ação dos mesmo que quiseram calar Michael Delgado? O povo tem que saber que o INIMIGO é recebido em sua casa como se fosse um héroi… A cidade foi infectada por estrangeiros que tomaram o emprego de muitos cidadãos CIDADÃO É HORA DE FAZER JUSTIÇA com a arma que todo politico teme: O VOTO.
Meu caro leitor e leitora do JC!
Eu li, reli e meditei, sobre a triste notícia do encerramento da vitoriosa caminhada do Jornal de Correntina. Contudo, confesso que não encontrei respostas suficientes, para descrever o impacto desta decisão. Neste caso, obrigo-me ao silêncio obsequioso, tentando dizer algo, como diz a pausa silenciosa de uma nota musical. Resta-me, por fim, agradecer a todos ( as) que deram-me a chance de me comunicar, através deste veículo. Ao amigo Antonio Neto, agradecer e dizer: foi bom! Valeu apena! Você fez muito… e pode fazer muito mais … Continue a semeadura de seus sonhos, de seus dons e de seus talentos, os frutos hão de surgir em outros lugares, onde o terreno seja fértil e acolhedor. Abraços!
Lamentável.
“É… quando perde a esperança a motivação vai junto.”
Quero aqui agradecer por muitas oportunidades, que o jornal deu aos Correntinenses em espor suas ideias ou críticas.
Na verdade o JC,deu voz as tantas questões que permeia em nossa cidade.E isso causa ciúmes, raiva e etc.
E tem pessoas que preferem calar, viver oprimido por dependerem da política.
As lutas que enfrentou até aqui foram muitas.
Sei que não foi fácil.
Parabéns por seu trabalho.
Parabéns por sua determinação e o JC chegou até aqui.
Forte abraço Neto.
Esta é uma nota de extremo pesar!
Hoje, Correntina perde mais que um portal de notícias.
Hoje, cala-se uma memória. Cala-se uma trincheira. Cala-se uma voz.
Cala-se o Jornal de Correntina, um crítico político que ousou enfrentar o silêncio conveniente desta cidade.
Com ele, silenciam-se denúncias, reflexões, registros históricos, críticas sociais e a coragem de dizer aquilo que muitos pensam, mas poucos têm coragem de falar. E talvez o mais doloroso seja entender que essa voz não foi vencida apenas pelo cansaço. Foi sufocada. Sufocada por um sistema podre, sujo e corrupto. Sufocada pela ausência de posicionamento da sociedade, vítima consciente. Sufocada pela covardia coletiva dos que assistem tudo em silêncio.
Dos que concordam e até aplaudem escondidos, mas jamais aparecem.
Dos que consomem o jornal diariamente, mas não têm coragem sequer de deixar um comentário de apoio. Dos que preferem assistir ao barco afundar de dentro de suas tocas, espionando, murmurando, esperando que algum salvador lute sozinho por aquilo que também lhes pertence.
O jornal não fechou por perseguição, ameaça ou qualquer outro fato desse gênero. Fechou principalmente pela omissão dos próprios atingidos.Porque nenhuma voz resiste quando fala sozinha por tempo demais.
Como dizia Raul Seixas:
“Tá vendo tudo e fica aí parado com cara de veado que viu o caxinguelê ”
E foi exatamente isso que aconteceu. Hoje não morre apenas um portal de notícias. Morre um espaço de memória, de denúncia, de cultura e de resistência.
E amanhã, quando já não houver ninguém para registrar os abusos, denunciar as injustiças ou dar voz aos invisíveis, talvez alguns entendam tarde demais que o silêncio também destrói.
Hoje, Correntina está mais pobre.
Mais muda.
Mais órfã.
Obrigada, Antônio Neto, por tanto! Você é gigante!
Hoje, senti um luto descomunal.
A trágica notícia que anunciou o fim do JC me fez sangrar por dentro e deixar escapar, por fora, um semblante úmido.
Acaba-se o portal que dava voz ao incomodado e que incomodava a tantos. Era palco de arte, mas também vitrine de histórias, de cultura e de necessário debate político.
É como se arrancassem uma janela por onde Correntina se enxergava, se questionava, se emocionava.
E, agora, saber que tudo pode desaparecer em 24 horas… dói de outro jeito.
Porque não é só o presente que se despede.
É a memória que corre risco.
São registros, vozes, histórias, pedaços inteiros de uma cidade ou de um autor ameaçados de sumir como se nunca tivessem existido.
E isso não é pequeno.
A esperança de quem sente, mas escreve por cima, é de que o silêncio imposto não seja aceito. Porque, isso sim, seria uma “herança maldita”.
Como uma das colunistas do jornal, não sei escrever sem sentir. E hoje eu sinto muito.
Sinto pelas histórias que ainda não foram contadas.
Pelas vozes que ainda estavam encontrando coragem.
Pelos textos que ainda estavam nascendo dentro de alguém.
E agora… sinto também pelas histórias que já foram escritas, e que talvez não permaneçam.
Mas talvez o fim de um espaço seja também um chamado.
Porque cidade que tem história não fica muda.
Cidade que tem gente que escreve, e que tem coragem de falar, não aceita silêncio.
Se uma página se fecha, outras mãos precisam se abrir.
Que a gente não deixe morrer o que sempre nos fez vivos: a palavra.
Que ainda haja voz.
E que ela encontre caminho.
E aqui, entre a dor e a gratidão, eu preciso dizer: obrigada, JC!
Obrigada por ter sido espaço, por ter sido coragem, por ter sido voz quando tantos silêncios pareciam mais fáceis.
A Antônio Neto, meu diretor editorial, minha reverência.
Obrigada por ter me dado a oportunidade de publicar meus textos sem censura. E isso não é detalhe. Porque escrever com liberdade é também existir com dignidade.
Hoje eu choro.
Mas amanhã… eu escrevo.
E, se a causa exigir, eu não apenas escrevo.
Eu falo.