Publicado em 4/3/2026, às 11h35.
HOJE TIVE CRISE DE CIÚMES; CIÚMES PELA MINHA CIDADE NATAL.
Por Isa Barbosa Alves Vieira.

Hoje amanhecei com crises de ciúmes! Você sabe por quê? Não? Então, sente-se e escute. Ou melhor, leia… Antes, porém, vou logo dizendo que sou filha dessa terra maravilhosa, que é Correntina. Aqui nasci justo no dia 24 de fevereiro, em pleno carnaval embalado pelas festas carnavalescas.

Não obstante o brilho das nossas festas e o tom carnavalesco da nossa cidade, o que vi ontem foi um verdadeiro descaso para com o nosso rio que, há anos, clama por misericórdia. Sim, cenas de fazer doer a alma… É este o meu sentimento e, com certeza, o sentimento de muitas pessoas que amam Correntina.
Diante das indignas e criminosas cenas, gostaria de lançar um grito de alerta e de questionamento ao nosso gestor, ao secretariado, e aos organizadores do evento: como é possível fazer shows no Ranchão com artista renomado e relevante público, sem educação ambiental e consciência ecológica? E mais… Como ser tolerante com gente mal educada, jogando lixo reciclável no leito do rio, poluindo assim as nossas águas? E, se não bastasse a lambança toda, no mesmo lugar e horário; na mesma orla um Trio, que devia dar exemplo, procedeu também da mesma forma criminosa.
Diante de tal descalabro e irresponsabilidade, eu pergunto: onde está a responsabilidade ecológica? Sim, é claro que os turistas que passam por aqui, sequer conhecem a história da nossa cidade. Sabe-se que turismo é feito com investimento humano e financeiro, mas, sobretudo, com responsabilidade e zelo.
A continuar assim, daqui a uns 15 anos, se o Rio conseguir sobreviver, será um milagre. Caso contrário só teremos revolta contra um gestor que, apesar de visionário, ainda peca contra o mandamento da responsabilidade ecológica. O agravante é que faz-se propaganda para receber milhares pessoas, sem, contudo, ater-se aos devidos cuidados ambientais. Aí a conta não bate! Por falar nisso, cadê a fiscalização ambiental? Estava onde mesmo?

Certa vez, numa época de preparação para os festejos carnavalescos, alguns vereadores queriam que o carnaval acontecesse na Praça de Bazú, recém inaugurada. Acontece que o então prefeito da época, Sr. Ezequiel Pereira Barbosa, contrariamente reagiu dizendo aos vereadores: “faça o carnaval com o dinheiro de vocês.” Continuou o prefeito: “…o carnaval será lá em cima, onde é espaço pra feira da pecuária.” Pronto! Fechou e bateu o martelo…
Concluo a minha fala afirmando que, quem tem amor por essa Cidade, tem que cuidar do nosso bem maior ” o Rio”. O Velho Chico, o Velho Corrente pagarão um preço alto, se continuarmos agindo com irresponsabilidade. Que nunca nos esqueçamos, que o ” Rio das éguas vai passando em Correntina… fragmentos da canção de Sá & Guarabira.” Eles sim, é que tiveram verdadeiro e enorme carinho pela cidade, quando fizeram essa bela e expressiva canção.
Isa Barbosa Alves Vieira.





