Publicado em 3/3/2026, às 7h24

Caso as aulas do Colégio Idalina Avelina de Castro comecem hoje do jeito que o prédio está, será uma grande irresponsabilidade com nossas crianças. Não dá para fingir que está tudo bem quando não está. Se isso acontecer, vamos precisar da intervenção do Ministério Público da Bahia, da Câmara de Vereadores, do Tribunal de Justiça da Bahia, do Conselho Tutelar e dos órgãos de Direitos Humanos para apurar os fatos e responsabilizar quem for preciso.
Na matéria publicada no dia 1º/3/2026, com o título “Escola em reforma, aulas no improviso. Mais um ano letivo entre entulhos!”, o jornal mostrou a real situação da escola. As imagens falam por si. Não é ambiente adequado para criança estudar.
O que mais assusta é a insistência do Apóstolo Clériston em querer começar as aulas mesmo assim. Ele não estava presentes na reunião de pais para esclarecer a real situação para a comunidade. Depois da reportagem, ele esteve no local, viu a situação, e ainda mantém a previsão de início. A pergunta é: viu mesmo? Ou acha que só dizer que está tudo sob controle resolve?

O jornal foi procurado por vários pais preocupados. Pais com medo, com razão, dos riscos que um ambiente insalubre pode trazer para seus filhos. Eles se sentem ignorados. Mais uma vez, a opinião das famílias parece não estar sendo levada em conta. E isso revolta!
O Apóstolo Clériston precisa entender que educação não se faz só com discurso bonito. Falar difícil, usar palavras complicadas e tentar impressionar a população pode até funcionar em um microfone, mas não limpa escola, não acelera reforma e não protege criança. Não adianta querer convencer a massa com fala bem ensaiada enquanto a realidade mostra outra coisa.

A Secretaria de Educação tem um orçamento de aproximadamente 250 milhões de reais este ano. É muito dinheiro. Com um valor desse tamanho, o mínimo que se espera é planejamento, organização e respeito com o povo.
Prefeito Mariano, a educação é a principal pasta da sua gestão. É o futuro de Correntina. Nossas crianças não podem pagar o preço de decisões erradas. Ainda há tempo de rever essa situação e colocar alguém que dialogue com o povo, que resolva os problemas de verdade e que tenha sensibilidade com as famílias.
Discurso nenhum substitui responsabilidade. E o povo está atento.





