Publicado em 28/4/2026, às 21h30

A previdência dos servidores de Correntina (IMUPRE) está à beira do abismo. O IMUPRE pode quebrar em poucos anos e isso já não é mais previsão distante, é um risco real e cada vez mais próximo. Além do IMUPRE existe o atraso no consignado do servidor público quem vem se arrastando desde da posse da atual gestão.

Hoje, o instituto já funciona no vermelho. Todo mês, cerca de um milhão de reais é retirado das reservas para pagar aposentados. Não precisa ser especialista para entender que quando o dinheiro só sai e não entra, ele acaba. E, nesse ritmo, pode acabar em menos de cinco anos.

O principal responsável por esse cenário é a Prefeitura de Correntina, através de seus administradores. Desde janeiro de 2025, quando assumiu a gestão, o prefeito Mariano não repassou nenhum valor da contribuição patronal ao IMUPRE. Nenhum real. A dívida cresce, enquanto o sistema vai sendo empurrado para o colapso.
E a situação é ainda mais grave. Há informações de que existem atrasos também no repasse de valores recolhidos dos próprios servidores. Ou seja: dinheiro que sai do bolso do trabalhador pode não estar chegando corretamente ao seu destino. Se isso se confirmar, o problema deixa de ser apenas administrativo e passa a ser uma violação séria dos direitos dos segurados.

Na Câmara de Vereadores, o silêncio não pode ser tratado como descuido, é conveniência política. Não há cobrança firme, não há investigação, não há atitude. E o mais revoltante: há vereadores que são servidores públicos e dependem diretamente do IMUPRE. Ainda assim, preferem o silêncio diante de um problema que pode destruir a aposentadoria de todos os servidores públicos de Correntina.
Se o IMUPRE quebrar, não são só os servidores que perdem. Correntina inteira perde. É dinheiro que deixa de circular no comércio, são famílias sem renda, é a economia local sentindo o impacto direto. O alerta já foi dado. Os números estão aí. O problema é conhecido. O que falta é ação.
E outra pergunta não pode mais ser ignorada: onde estão os órgãos de fiscalização? O que estão fazendo diante de um risco tão grave?






O cenário descrito não comporta mais silêncio nem discursos suaves. O que está acontecendo em Correntina é resultado de uma sequência de falhas graves — algumas por ação, outras por omissão — que, somadas, colocam em risco direto o futuro de servidores e de toda a economia local.
É necessário dizer com clareza: gestões anteriores que trataram a coisa pública com negligência ou práticas irregulares plantaram parte dessa crise. Quando recursos previdenciários deixam de ser tratados com responsabilidade, o problema não aparece de imediato — ele explode anos depois, como agora. Quem desviou, omitiu ou administrou mal precisa ser responsabilizado, sem relativizações.
Mas isso não exime a gestão atual, que tem o dever legal e moral de corrigir rumos. A omissão diante de repasses não realizados ou atrasados não é apenas falha administrativa — pode configurar violação grave de dever público. Governar não é herdar problemas e usá-los como justificativa permanente; é enfrentá-los com transparência, técnica e responsabilidade.
A Câmara de Vereadores também não pode se esconder. Fiscalizar o Executivo não é favor, é obrigação constitucional. O silêncio, nesse caso, não soa como prudência — soa como conveniência. E quando há vereadores diretamente afetados pela situação e, ainda assim, inertes, o problema ganha contornos ainda mais preocupantes.
Outro ponto que não pode ser ignorado é a atuação dos órgãos de controle, especialmente o Ministério Público. Diante de indícios de irregularidades em recursos previdenciários — que são, por natureza, sensíveis e protegidos — espera-se atuação firme, célere e independente. A ausência de respostas à altura fragiliza a confiança da população nas instituições.
Por fim, há uma reflexão incômoda, mas necessária: o papel do eleitor. A repetição de práticas políticas ruins não ocorre no vazio. Ela se sustenta quando votos são negociados, quando critérios como caráter, histórico e compromisso público são deixados de lado. Democracia não é apenas o direito de votar — é a responsabilidade de escolher bem.
Se nada mudar, o risco não é apenas o colapso de um instituto previdenciário. É o colapso da confiança, da estabilidade econômica local e da dignidade de quem trabalhou uma vida inteira esperando segurança no futuro.
O alerta já foi dado. O que está em jogo agora não é diagnóstico — é coragem para agir e responsabilidade para responder.
O Silêncio das Instituições e a Ameaça ao Futuro dos Servidores de Correntina.
OS COVARDES “ PREFEITURA E CÂMARA DE VEREADORES”.
Cedo ou tarde a conta chega, grande parte desse roubo é culpa de Ezequiel, Maguila e agora Mariano Correntina. “Os Lobos Vestidos de Cordeiros”
A situação do IMUPRE (Instituto Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Correntina) atingiu um ponto de alerta que não pode mais ser ignorado pela sociedade. O que deveria ser a garantia de uma aposentadoria digna para centenas de pais e mães de família está se transformando em uma incerteza perigosa devido à falta de repasses por parte da Prefeitura e à alarmante inércia da Câmara Municipal.
O Desvio de Finalidade e a Apropriação
É fundamental que a população entenda: o dinheiro da previdência não pertence à gestão atual. Uma parte desse valor é descontada diretamente do salário do servidor, e a outra é a contribuição patronal obrigatória. Quando a Prefeitura retém esses valores para custear outras áreas ou fechar contas do mês, ela está, na prática, utilizando um patrimônio que pertence ao trabalhador.
Essa prática, além de comprometer a saúde financeira do IMUPRE, pode configurar improbidade administrativa e apropriação indébita previdenciária. “ ROUBARAM E CONTINUA ROUBANDO OS FUNCIONÁRIOS”
A Omissão do Poder Legislativo
Onde estão os fiscais do povo? A Constituição Federal é clara ao atribuir à Câmara de Vereadores a função de fiscalizar o Poder Executivo. No entanto, em Correntina, o que se vê é um silêncio ensurdecedor. Não fiscalizam, caso façam os parentes perdem os empregos politicos. Ao não cobrar a regularidade dos repasses, a Câmara falha com o servidor e com a legalidade. Vereadores que ignoram o esvaziamento do fundo previdenciário tornam-se, por omissão, cúmplices de um problema que estourará nas mãos das futuras gerações.
A Omissão dos Conselheiros, onde estão os nossos representantes no imupre?
Um Instituto de Previdência não é gerido apenas pelo prefeito. Ele possui conselhos formados por servidores que têm o dever legal de fiscalizar cada centavo. No entanto, em Correntina, o que vemos é um silêncio conivente.
O Papel do Conselheiro: Fiscal ou Espectador?
O conselheiro que representa o servidor não foi eleito (ou indicado) para ser um aliado da gestão municipal, mas para ser os olhos do trabalhador dentro do instituto.
• Se o repasse não ocorre e o conselho não denuncia, ele está falhando em sua missão básica.
• Se o conselho aprova contas com déficit sem ressalvas, ele pode vir a responder judicialmente por essa omissão.
A Responsabilidade Jurídica
Muitos conselheiros não sabem, mas a responsabilidade deles é real. Em caso de quebra do instituto ou má gestão comprovada, os membros dos conselhos podem ser acionados pelos órgãos de controle. O silêncio hoje pode custar caro não apenas para os servidores, mas para o CPF dos próprios conselheiros amanhã.
Por que o silêncio, Pablo Ferreira Costa e Hélio de Figueiredo Neves?
Precisamos questionar: o que impede nossos representantes de falar? É medo de perseguição? É falta de conhecimento técnico? Ou é proximidade excessiva com o poder executivo?
Independente do motivo, o resultado é o mesmo: o servidor está órfão de representação dentro do IMUPRE.
Nossa cobrança é direta: Conselheiros, saiam do silêncio! É o nosso futuro que está em jogo. Vocês foram colocados aí para fiscalizar, não para assistir passivamente ao esvaziamento do nosso patrimônio.
O que você pode fazer para “sacudir” os conselheiros:
1. Exija as Atas: Todo conselho deve lavrar atas de suas reuniões. Como servidor, você tem o direito de solicitar as cópias das atas das últimas reuniões para ver quem votou a favor de quê e se os atrasos nos repasses foram sequer mencionados.
2. Protocolo de Alerta: O sindicato ou um grupo de servidores pode protocolar um documento oficial no IMUPRE endereçado aos Conselhos, listando as irregularidades. Isso retira deles a desculpa de que “não sabiam” do problema.
3. Denúncia por Prevaricação: Se ficar provado que o conselheiro tem ciência da irregularidade (como o não repasse) e se recusa a agir ou denunciar aos órgãos competentes (TCM/MP), ele pode ser denunciado por omissão de dever funcional.
O silêncio deles é o que permite que a Prefeitura e a Câmara continuem ignorando o problema. Quando os conselheiros começam a ser cobrados nominalmente, a dinâmica costuma mudar.
As Consequências Sociais e Econômicas
Um instituto de previdência quebrado não é um problema apenas do servidor. É um problema da cidade.
• Se o IMUPRE não tiver fundos para pagar aposentados no futuro, o comércio local sentirá a queda no consumo.
• Se o município perder o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), ficará impedido de receber convênios e recursos federais, paralisando obras e serviços.
É hora de agir.
Não podemos esperar o colapso para buscar soluções. O servidor público de Correntina cumpre seu dever diariamente e exige que o governo municipal faça o mesmo. Exigimos transparência total, o cronograma imediato de quitação dos débitos e uma postura ativa do Ministério Público e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA).
A previdência é sagrada. O futuro do servidor não está à venda e não pode ser negociado pela má gestão.
IMUPRE EM RISCO: ONDE ESTÃO PABLO E HÉLIO ENQUANTO O PATRIMÔNIO DO SERVIDOR É ESVAZIADO?
A situação da previdência municipal de Correntina chegou a um limite insuportável. De um lado, a Prefeitura que não realiza os repasses devidos; do outro, a Câmara de Vereadores que se omite. Mas há um terceiro grupo que deveria ser a nossa última linha de defesa: os nossos representantes nos conselhos do IMUPRE.
É preciso perguntar publicamente: Qual a posição de Pablo e Hélio diante desse cenário?
Representação ou Figurino?
Pablo e Hélio ocupam cadeiras que pertencem ao servidor. Eles estão lá para fiscalizar, questionar e denunciar qualquer irregularidade que ponha em risco o futuro de quem trabalha pela nossa cidade. No entanto, o que vemos é um silêncio sepulcral enquanto o “rombo” previdenciário só aumenta. Estão de olhos fechados, concordam com tudo, nunca questionaram nada, Até à Ata é aprovada sem nenhum questionamento!
O dever de quem representa
Ser conselheiro do IMUPRE não é um cargo de honraria ou de proximidade com o prefeito. É um cargo de alta responsabilidade técnica e jurídica.
Onde estão os relatórios de fiscalização?
Quais providências Pablo e Hélio tomaram ao notar que o dinheiro descontado do servidor não estava entrando nas contas do instituto?
Por que eles não vieram a público ou aos sindicatos alertar sobre a falta de repasses?
O peso do silêncio
Quando um representante do servidor se cala diante de uma ilegalidade como a falta de repasse previdenciário, ele não está sendo neutro; ele está sendo conivente com o prejuízo que todos nós sofreremos amanhã.
Aposentadoria não se constrói com promessas políticas, mas com depósitos reais e gestão fiscal rígida. Se a prefeitura trata o IMUPRE como caixa eletrônico e os conselheiros assistem a tudo sem dar um pio, quem pagará a conta seremos nós, servidores.
Pablo e Hélio, o servidor de Correntina exige respostas. Vocês estão lá por nós ou pela gestão?
Dicas Estratégicas para a Publicação:
Aos Conselheiros do IMUPRE queremos transparência, é um direito de qualquer cidadão e servidor.
É o que faz os conselheiro? estão com medo de agir, mas, serão responsabilizado no futuro.
Enquanto IMUPRE sangra até a morte, à Câmara municipal já gastou, mais de 220.000,00 (duzentos e vinte mil reais) com diárias de janeiro a abril. ” Olhem a Transparência”. Isso é uma vergonha….
OS FATOS NÃO PODEM SER CONTADOS PELA METADE
O articulista, com inegável felicidade ao chamar a atenção para a grave situação da Previdência dos Servidores Municipais de Correntina (IMUPRE), acerta ao alertar que o sistema se encontra em um cenário preocupante, próximo de um colapso financeiro. No entanto, com todo respeito e com todas as venias o nobre articulista peca — e peca gravemente — ao apresentar uma análise parcial e seletiva dos fatos.
Ao limitar-se a juntar extratos de conciliação bancária apenas dos exercícios de 2025 e 2026, constrói uma narrativa que direciona, de forma quase exclusiva, a responsabilidade à atual gestão municipal. Evidentemente, se comprovada a ausência de repasses patronais desde janeiro de 2025, trata-se de fato gravíssimo, que exige apuração rigorosa e responsabilização exemplar.
Contudo, não se pode admitir que a história seja contada pela metade. Não defendemos e nem temos compromisso com o erro, menos ainda com aqueles que erraram, porém, reitero, temos que ser justos.
A crise do IMUPRE não nasceu agora. Ela é fruto de um processo contínuo de má gestão, omissões reiteradas e sucessivos descumprimentos de obrigações previdenciárias ao longo de diversas administrações. Gestores anteriores, alguns deles com vários mandatos, adotaram a prática reiterada de postergar repasses, firmar acordos de parcelamento e, posteriormente, descumpri-los de forma sistemática — empurrando o problema para as gestões seguintes, como se fosse uma dívida sem dono.
Não se pode ignorar, ainda, o papel da Câmara de Vereadores, órgão que tem a função constitucional de fiscalizar o Poder Executivo. Ao longo dos anos, houve conhecimento, anuência e, em muitos casos, silêncio conveniente diante do agravamento da situação previdenciária. A omissão institucional também tem peso e responsabilidade.
A análise do articulista, ao desconsiderar esse histórico, compromete o dever fundamental da imprensa que é informar com transparência, equilíbrio e compromisso com a verdade integral dos fatos. A crítica é válida — mas precisa ser completa.
É necessário dizer com clareza que todos os gestores devem, sim, ser responsabilizados. Mas essa responsabilização precisa ser proporcional, individualizada e baseada na efetiva participação de cada um, seja por ação ou omissão. Não se constrói justiça apontando apenas o elo mais recente de uma cadeia longa de irregularidades.
O IMUPRE, de fato, enfrenta um risco real. A retirada mensal de recursos das reservas para pagamento de aposentados, sem a devida recomposição por meio dos repasses obrigatórios, configura uma trajetória insustentável. Se mantido esse ritmo, o colapso não é hipótese — é uma conseqüência real e iminente.
Entretanto, transformar essa crise estrutural em um problema exclusivamente atual é não apenas injusto, mas perigoso, pois impede que se compreenda a real dimensão do problema e, consequentemente, dificulta a construção de soluções duradouras.
A sociedade correntinense precisa de respostas, mas, acima de tudo, precisa da verdade completa. Sem recortes. Sem conveniências. Sem narrativas seletivas.
Responsabilizar apenas um período é aliviar décadas de erros.
E isso, definitivamente, não resolve o problema — apenas o perpetua.
É como penso, respeitando a divergência e aqueles que pensam de forma diversa!