Publicado em 26/4/2026, às 16h55

O pseudointelectual é mais nocivo que um meliante para uma comunidade. Desde os primórdios, a figura do intelectual foi muito aclamada; eram, inclusive, chamados de sábios. Muitos pais, com bom poder aquisitivo, levavam seus filhos para adquirirem os mais nobres ensinamentos com esses ilustres intelectuais.
Mas o que difere um intelectual de um pseudointelectual? É muito simples.
O intelectual vem a uma comunidade para trazer ensinamento, promover a liberdade e abrir espaço para o questionamento do novo, reconhecendo que não existe verdade absoluta. Não se prende a dogmas ideológicos, muito menos políticos.

Já o pseudointelectual não passa de um militante de visão única, que busca impor sua forma de ver o mundo ao povo, formando meros seguidores. É semelhante aos sofistas da Grécia Antiga: amantes do poder político e, muitas vezes, do dinheiro. Muitos desses estão filiados a uma ideologia, o que já demonstra falta de liberdade de pensamento e revela a intenção de implantar uma verdadeira ditadura de ideias.
O verdadeiro intelectual busca a liberdade plena do pensamento. É avesso a ideologias rígidas, mantém independência em relação ao Estado e não se deixa contaminar pela política partidária. Além disso, não ostenta títulos: é a população que o reconhece como sábio. Não há vaidade em provar sua formação, exibir diplomas ou vangloriar-se da instituição onde estudou.

Quando um meliante rouba um bem material de um povo, o pseudointelectual rouba algo muito mais profundo: a consciência, o futuro e os sonhos de milhares de jovens, além da esperança de muitos pais que confiaram a eles a mais nobre missão, a do conhecimento.
Em tempos em que o saber deveria libertar, é preciso vigilância para não confundir erudição com arrogância, nem formação com superioridade. O verdadeiro conhecimento aproxima, constrói e emancipa; já o pseudointelectual apenas divide, manipula e limita. Reconhecer essa diferença é essencial para preservar o valor real da educação e impedir que ela seja usada como instrumento de dominação.





