Publicado em 9/4/2026, às 7h59

A Previdência Municipal de Correntina caminha, a passos largos, para a falência. Durante a campanha, o atual prefeito, Walter Mariano, prometeu salvar o IMUPRE com um discurso repleto de propostas “milagrosas” que convenceram grande parte da população. Na prática, porém, o cenário é cada vez mais preocupante.

O gestor anterior, Nilson José Rodrigues (Maguila), já havia deixado um histórico de incompetência na condução do instituto. À época, o IMUPRE acumulava quase 200 milhões de reais em dívidas e já se encontrava no sexto reparcelamento. Para obter certidões, recorria à Câmara de Vereadores, que aprovava os pedidos com facilidade, sustentada pela maioria governista. Após utilizar a certidão de “nada consta”, o município voltava, repetidamente, à inadimplência.
O que já era grave ficou ainda pior. No décimo sexto mês da atual gestão, segundo fontes, a dívida continua crescendo de forma acelerada. Parcelamentos, reparcelamentos e até mesmo a contribuição patronal deixaram de ser pagos. O silêncio diante desse cenário é ensurdecedor.
E onde estão os órgãos de fiscalização? Onde estão as entidades que deveriam representar e defender os servidores públicos? A omissão também tem responsabilidade. Assistir passivamente ao colapso do instituto é, na prática, permitir que ele aconteça. Não se trata apenas de acompanhar números, mas de agir com firmeza diante de uma crise anunciada.
Enquanto isso, os servidores públicos municipais seguem desmobilizados. Entre a esperança de um milagre e interesses particulares, muitos permanecem inertes diante de uma realidade que ameaça diretamente o seu futuro.
A falência do IMUPRE não atinge apenas o servidor, atinge toda a sociedade. Significa aposentadorias perdidas e o colapso de um direito conquistado ao longo de anos de trabalho. Em breve, Correntina pode acordar com o maior pesadelo de sua história recente: a confirmação da falência do seu Instituto de Previdência.
Uma dívida que, segundo informações, já se aproxima dos R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais) e crescendo cada dia mais.
A pergunta que fica é: até quando?






LAMENTÁVEL TUDO ISTO QUE ESTÁ ACONTECENDO EM NOSSA CIDADE. IRRESPONSABILIDADE DE TODOS: EX-PREFEITO; ATUAL PREFEITO; CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES, PARECE ATÉ, QUE SÃO CONVIVENTES. NINGUÉM PRA LUTAR EM PROL DOS SERVIDORES? E O MINISTÉRIO PÚBLICO DO MUNICÍPIO? LAMENTÁVEL TUDO ISTO!
COITADOS DOS SERVIDORES MUNICIPAIS QUE SE APOSENTAM!
A situação do IMUPRE é um exemplo clássico de como uma ou várias más gestões e a falta de transparência podem levar uma instituição ao colapso. É incrível como os políticos prometem o céu durante as campanhas, incautos eleitores acreditam, mas na prática, nada é feito para resolver os problemas reais.
O que chama a atenção é que todos os candidatos a prefeito, nas campanhas e nos palanques, prometem salvar o IMUPRE, mas parece que a situação só piora a cada dia ou a cada gestão. Os gestores que antecederam a atual gestão deixaram um legado de incompetência, e agora parece que a história tende a se repetir.
A questão é: um débito que quase 300 milhões não se cria do dia para a noite e menos ainda numa só gestão, por que não responsabilizar todos os gestores que concorreram para essa situação, na medida de suas responsabilidades e participações? Onde estão os órgãos de fiscalização? Por que as entidades que deveriam representar e defender os servidores públicos estão em silêncio? É um caso de omissão e descaso com o futuro dos servidores públicos e da sociedade como um todo.
A falência do IMUPRE não é apenas um problema financeiro, é um problema social que afeta a vida de milhares de pessoas. A pergunta que fica é: até quando os políticos e os gestores vão continuar a agir com impunidade? Até quando os servidores públicos e a sociedade vão continuar a pagar o preço da incompetência e da corrupção? É hora de exigir respostas e ações concretas para resolver essa situação. É hora de cobrar responsabilidade e transparência dos nossos líderes.
GETÚLIO C. REIS
Até o Ministério Público se silencia diante do caso. Os servidores, principais afetados, também não se posicionam fimemente. Deveriam ir às ruas, como forma de pressionar e para chamar a atenção das autoridades.
Na minha opinião, a solução é de médio a longo prazo, cabendo um reescalonanento da dívida para regularizar o déficit atuarial provocado pela ausência de aportes patronais e, após quitação, com base na Emenda Constitucional 103/2019, Art. 34, extinguir o IMUPRE, passando as contribuições para o Regime Geral de Previdência Social (INSS).
Prefeito- Shopee.
Essa é uma situação gravíssima e, infelizmente, um crime de responsabilidade. Quando a prefeitura retém a contribuição do servidor (descontada no contracheque) e não a repassa ao instituto de previdência (IMUPRE), ela está cometendo apropriação indébita previdenciária.”está roubando os funcionários”
Os vereadores têm a obrigação de fiscalizar o Executivo.Mas, infelizmente nada acontece, Todos amordaçados, com rabo preso entre as pernas, covardes, há tempos que os nobres vereadores estão sendo coniventes com o não repasse, espero também, que sejam todos responsabilizados por omissão. ” SÃO CULPADOS PELA ATUAL SITUAÇÃO, SEM FALAR QUE TEM 6 VEREADORES QUE SÃO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS”.
Eu sempre disse: Correntina é terra sem lei. Sempre sairá um “Zé” e entrará um “Mané”. Homens sérios fugiram da política, pois prezam pela moralidade, não compram votos e querem o melhor para o município. Por isso, desistiram da política.
Hoje, parece que, para ganhar eleição, é preciso estar envolvido em falcatruas, corrupção ou, muitas vezes, até ter passado pela prisão. E aí está o resultado: muito dinheiro desviado, uma sociedade comprada por promessas de cargos, compra de votos a partir de R$ 50, olarias, distribuição de tijolos, abertura de tanques para peixes e até desmatamentos com máquinas públicas durante campanhas regadas a festas, bebidas e fogos. Tudo isso pago com dinheiro da corrupção, que secou os cofres públicos.
E tudo isso acontece com o apoio de grande parte da sociedade, que se mostra omissa e conivente. Forma-se, assim, um verdadeiro pacto entre corruptos e corruptores. Uma vergonha. Pessoas que deveriam estar presas, sem qualquer moral para representar a sociedade, estão no poder.
Como diz o ditado: não dê chance para o bandido, pois ele sempre volta à cena do crime — e é exatamente isso que estamos vendo.
Hoje, não culpo apenas os políticos, porque a própria sociedade que os elegeu e reelegeu sabia quem eles eram e qual era o histórico deles. Mesmo assim, votaram com plena consciência.
O Legislativo, por sua vez, inverteu seu papel: em vez de fiscalizar, tornou-se parceiro para aprovar ilicitudes do Executivo, enquanto todos assistem ao dinheiro dos impostos, fruto do suor do povo, escorrer pelo ralo.
Quanto ao IMUPRE, muitos já consideram a situação irreversível. Os três poderes na Bahia estão corrompidos e imorais.
Correntina tem 88 anos de existência, mais de 34 mil habitantes e arrecada cerca de R$ 1 milhão por dia com a força do agronegócio. Ainda assim, possui apenas 18% da população com carteira assinada e cerca de 14% dependente do Bolsa Família. Esses números demonstram o poder dos corruptores, que só cresce, concentrando muita riqueza nas mãos de quem deveria estar preso, enquanto uma parcela vulnerável da população é manipulada.
É um cenário perfeito para falsos defensores sociais.
O resultado é um município quebrado, uma sociedade pobre e lesada, e políticos ricos — alguns até milionários, com recursos, inclusive, em paraísos fiscais.
Somente educação, trabalho e caráter podem salvar e dignificar uma nação.
O pior tudo isso, há tempos atrás, alguns desses vereadores, votaram contra, um projeto de lei para quê o dinheiro fosse retido e caísse direto na conta do IMUPRE.