Publicado em 15/09/2024 às 13h48

Por Antonio Rocha.

PREPARANDO A CÂMARA OU A CAMA?

Foto: Câmara de Vereadores.

Diz o conhecido e velho dito popular: quem boa cama faz, nela se deita. Mas, a propósito, eles estão de olho na Câmara, ou na cama? Penso que, quem deve ficar de olho mesmo, é o eleitor. Afinal, ele é quem deveria deitar-se na boa cama, e não os políticos. À guisa de provocação, no Brasil já se tornou hábito virar as costas para o legislativo, voltando as atenções quase que exclusivamente para o executivo.

Em se tratando de eleições municipais, tenho observado isto de perto em Correntina. Vejo que o eleitor precisa ser mais exigente, no quesito qualidade dos (as) candidatos (as) à câmara municipal. A predominância das campanhas e das propagandas dos candidatos a prefeito é notória e evidente. Passa a falsa impressão, às pessoas comuns, de que o poder é exercido somente pelo executivo. Do ponto de vista da percepção e do exercício da plena cidadania, isto é péssimo, posto que os legisladores (vereadores), têm igual ou maior responsabilidade que o prefeito. São eles que, com o poder e o dever conferidos pelo povo podem, além de aprovar as leis, fiscalizar as ações do governo municipal, ou simplesmente deixá-lo descambar pelas vias da conveniência e da corrupção.

Eis a importância de se escolher bem aqueles que irão compor o legislativo municipal. Mesmo sabendo que, no percurso do processo, surgirão desafios que podem ensejar a interrogação: como escolher um bom quadro, se a sociedade não dispõe do correto material humano? Esse é o drama! E mais: como colocar uma raposa para vigiar o galinheiro? Diante de tal desafio, chamo à atenção do contingente de eleitores, para a irrenunciável responsabilidade na escolha dos que comporão a câmara municipal. E estes, ao assumirem os postos para os quais foram eleitos, compreendam, definitivamente, a responsabilidade que o voto popular impôs sobre seus os ombros. Deles é esperado, principalmente, o prometido compromisso do estrito e rigoroso exercício de sua função.
Portanto, fiquem atentos! Caso algum candidato vier a prometer-lhe “favores” em forma de benefícios , tais como: estradas, ponte, escolas, praças e assim por diante, desconfiem e denunciem. Jamais embarquem em canoa furada, porque isso não é função de vereador. Vereador legisla, fiscaliza, acompanha e escuta a demanda da população. Cuidado com os enganadores! Desses, há muitos em todo o Brasil.

Pelo exposto, de nada adianta escolher um gestor eficiente, se há um legislativo desatento, ineficiente, propenso a se corromper diante da primeira proposta indecorosa. Dito isto, prezados(as) leitores(as), investiguem e prestem atenção no perfil, na história, na proposta, na idoneidade e na coerência, daquele ou daquela candidata que lhes abordar pedindo o seu voto. Votem com consciência cívica, visando tão somente o bem maior da sociedade, e não em vista do próprio interesse.
Por fim, estejam conscientes de que é o vereador que alimenta o deputado estadual que, por sua vez, ajuda o federal, o senador e até o presidente. Se vocês não votarem bem na eleição municipal, os efeitos negativos podem repercutir no Estado e no país.

A escolha do candidato é semelhante à que a dona de casa faz durante as compras no supermercado. Esta, na sua intuitiva sabedoria e maturidade, escolhe sempre o produto pelo critério da qualidade, da economia e da eficiência. Assim também deveria e deve ser na escolha de um representante político. Este deve ser escolhido pelo tripé: qualidade, eficiência e economia. Qualidade significa possuir elevado caráter, que o blinde contra a corrupção; eficiência é ser comprometido e capaz de atender a demanda da sociedade; e econômico é não se vender aos financiadores de campanha. Portanto, fiquem de olho no produto; digo… De olho no candidato.

01/09/024 Antonio Rocha

1 COMENTÁRIO

  1. Matéria imparcial e coerente!👏👏

    Um dos pontos cruciais, é quando relata a falta de candidatos qualificadas para concorrer: aos cargos majoritário e proporcional; Monopólio dos partidos políticos onde cala e retira o pode do sufrágio universal através da aliança e legenda partidária que tem o poder de desviar o voto do eleitor que vota em Zé e é transferido para mané através da manobra para manter bandido no poder.

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