Publicado em 05/07/2025 às 16h48.

Vanilson Cardoso – Bacharel em Filosofia e Bacharelando em Teologia.

Correntinenses participam da 48⁰ Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa.
Por Vanilson Cardoso. 

Acontece em Bom Jesus da Lapa do dia 04 ao dia 06 a Romaria da Terra e das Águas, que este ano reflete o tema: Cultivar e guardar a Criação, construindo caminhos do bem viver.

Foto: Rede de comunicação do Santuário do Bom Jesus da Lapa.

A Romaria da Terra e das Águas é uma grande caminhada de fé, esperança e compromisso com a vida. Ela nasce do coração do povo simples, do povo de Deus, que reconhece a presença do Criador na terra que pisamos, nas águas que bebemos, no rio que corre, na mata que se agita com o vento, nos animais e em toda a criação.

Foto: Vanilson Cardoso.

Há 48 anos, essa Romaria é espaço de oração, luta e celebração. É o grito dos pobres, dos pequenos, dos esquecidos. É o clamor das comunidades tradicionais, dos povos ribeirinhos, indígenas, quilombolas, camponeses e tantos outros filhos e filhas da terra, que veem seus direitos ameaçados e sua Casa Comum sendo destruída pela ganância, pela poluição, pelo desrespeito e pela exploração sem limites.

Foto: Rede de comunicação do Santuário do Bom Jesus da Lapa.

Correntina está bem representada por um grupo de um romeiros e romeiras que entenderam que a Romaria é peregrinação e profecia. Caminhamos juntos, como povo em marcha, lembrando que Deus caminha conosco. Cada passo é oração, cada canto é denúncia, cada gesto é anúncio do Reino de Deus, onde todos tenham vida plena.

Foto: Vanilson Cardoso.

Mais do que um evento, a Romaria é um jeito de ser Igreja: uma Igreja em saída, comprometida com as causas do povo, com a justiça, com a paz, com o cuidado da criação e com o bem viver. É um tempo de graça, de encontro e de fortalecimento da esperança, onde escutamos o grito da terra e o clamor dos pobres, como nos pede o Papa Francisco.

Foto: Vanilson Cardoso.

Por isso, a Romaria da Terra e das Águas é um momento sagrado. É o chão sagrado da fé e da vida. É tempo de conversão ecológica, de compromisso comunitário e de reavivar o amor por tudo o que Deus criou. E enquanto houver injustiça, destruição da natureza e sofrimento do povo, seguiremos romeiros e romeiras, de pés no chão, com o Evangelho na mão e a esperança no coração.

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