Publicado em 23/3/2026, às 17h15.

Thaise Cotrim – Graduada em Letras (UNASP), servidora pública federal, casada, cristã e colunista.
Imagem ilustrativa.

Tribuna Popular: a voz da comunidade no espaço público

Quando o silêncio responde à busca por informações e a paralisação de uma obra é o retorno aos pedidos por providências, o lirismo se esvai e as palavras já não podem permanecer caladas.

A crônica desta semana precisou dar lugar a outro gênero.

Não há coerência em afirmar que “político é tudo igual” ou que “a política não presta” quando a própria atuação do indivíduo se limita a reclamações em casa, na vizinhança ou em grupos privados de redes sociais.

É comum ouvir críticas a candidatos que só se lembram do eleitor em época de campanha e desaparecem logo depois.

O fato é que a participação da sociedade nas decisões públicas é um dos pilares de uma democracia sólida. O voto é obrigatório, mas acompanhar, questionar e contribuir com os debates que impactam diretamente a vida individual e coletiva é direito de todo cidadão. Ou será também um dever?

Há quem produza vídeos virais, nos quais a população ganha uma voz ampliada e pode se manifestar ali por meio de reações e comentários, o que, em alguma medida, impacta gestores. No entanto, existem também caminhos institucionais para sinalizar à gestão as necessidades de uma comunidade, como ofícios e o uso da Tribuna Popular.

Imagem ilustrativa.

Por meio da Tribuna Popular, o cidadão pode expor situações relevantes, trazer à tona problemas enfrentados pela coletividade e contribuir para a definição de prioridades e a construção de soluções. Trata-se, portanto, de um canal legítimo e institucional de diálogo direto entre a sociedade e o poder público, sem intermediação.

Mais do que um direito, a utilização consciente da Tribuna Popular representa um exercício de cidadania ativa. Quando a população se organiza, busca os canais institucionais e se manifesta de forma respeitosa, contribui para o fortalecimento das instituições e para a melhoria da gestão pública.

Imagem de trecho do Regimento Interno da Câmara de Vereadores
Foto: Oficio apresentado à Câmara de Vereadores.

No dia 13 de março, após encaminhar diversos ofícios a órgãos do poder público municipal e cumprir os critérios previstos no Regimento Interno da Câmara de Vereadores, protocolei o pedido para uso da Tribuna Popular, a fim de expor um tema relevante para a comunidade escolar.

A comunidade aguarda a análise do pleito pelo excelentíssimo vereador Negão de Satu, presidente da Casa, confiando que a relevância do tema será considerada com a seriedade que a situação requer.

Foto: Presidente da Câmara de Vereadores – Negão de Satu (União Brasil)

O silêncio do poder público não pode se sobrepor à voz de uma comunidade unida. A paralisação de uma obra, por si só, já evidencia a urgência de respostas e reforça que o diálogo não pode mais ser adiado.

Imagem ilustrativa.

Afinal, uma gestão que ouve seu povo não apenas governa melhor, ela honra, na prática, o mandato que recebeu.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. A Tribuna Popular é a Câmara de Vereadores e através dela se deve expor as insatisfações com as irregularidades que se acentuam no disse me disse limitado as rodinhas em papo de boteco sem nenhuma ação concreta. Uma câmara atuante que não se vende aos favores do Executivo nem faz dele cabides de privilegios e favores, certamente agirá pelas provas existentes. Sem provas não há crimes e sem reação popular não se tem providências a tomar; fica o dito por dito e o feito por não feito.

    Acusações graves correm de boca em boca, e esta não é a forma de se fazer justiça, pois pode-se estar comentemos uma injustiça! Havendo consistência, provas tem que haver manifesto popular ou então o Legislativo ficara a vontade para negocia o arquivamento de denúncias de fatos graves. E’ prudente vê de onde vem a fumaça, antes que o fogo saia do controle.

    O Legislativo tem o poder e a obrigação de esclarecer sempre que houver indícios de irregularidades. Agir na forma da lei em nome do povo que representam.

    Não pode ficar o dito por não dito e nem o feito por não feito este país está farto de narrativas e escândalos.

    “Quando a população se organiza e busca os canais institucionais competentes, se manifesta de forma respeitosa, contribui assim, de fato, para o fortalecimento das instituições pela melhoria e integridade de uma gestão pública”.

    Não há gestor corrupto se não houver
    Legislativo conivente .

    Parabéns parabéns! Que outras iniciativas junte-se a esta, siga os mesmos trâmites e quem sabe assim o Legislativo não interesse pelo esclarecimentos dos fatos, pela honra de um injustiçado ou pelo cumprimento da lei.
    Fanacos

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