Publicado em 6/4/2026, às 5h44

Prometeu pagar R$ 12 milhões aos professores, mas recorre à Justiça para não cumprir em Correntina.
Durante a campanha, o prefeito Mariano fez uma promessa clara aos professores de Correntina: pagar os valores atrasados do piso salarial do magistério. Em vídeo gravado em frente ao sindicato, afirmou que quitaria cerca de R$ 12 milhões ainda em 2025. Mas a realidade hoje é bem diferente.
Em decisão proferida pelo juiz Thiago Borges Rodrigues, a Justiça reconheceu que os professores têm direito ao reajuste do piso de 2022, com pagamento dos valores retroativos. Ou seja, o direito existe e foi confirmado judicialmente. Mesmo assim, o Município decidiu recorrer.

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Processo completo da decisão do TJBA
E não parou por aí. Na própria ação, a gestão tenta restringir o alcance desse direito. Um dos argumentos é que o reajuste não deve ser aplicado a toda a carreira do magistério. Na prática, isso significa que o reajuste não contemplaria toda a carreira do magistério, ou seja, seria aplicado apenas no salário base, afetando diretamente a valorização da categoria.
Outro ponto que tem gerado indignação é a tentativa de excluir os professores contratados. São profissionais que trabalharam normalmente, estiveram em sala de aula, garantiram o funcionamento das escolas, mas que agora podem ficar sem receber o que é devido. Os professores contratados seguem sendo o público invisível da educação.

Processo completo da Apelação, do Pref. Mariano, no TJBA
“A gente trabalhou igual a todo mundo, pegou sala, enfrentou dificuldade… agora dizem que não temos direito? Isso não é justo”, relata uma professora contratada da rede municipal.
Além disso, o Município alega que já começou a pagar os valores a partir de 2024 e tenta usar isso como argumento para não pagar o retroativo, afirmando que não pode “pagar duas vezes”. Também pede a suspensão do processo, sob a justificativa de que o tema ainda está sendo discutido em instâncias superiores. Enquanto isso, os professores seguem esperando.
“Na campanha era uma fala bonita, dizia que ia pagar, que valorizava a educação. Agora a gente vê é o contrário”, afirma um professor efetivo da rede.
A decisão judicial, no entanto, foi clara: o piso do magistério deve ser cumprido, respeitando a lei, e o município deve pagar as diferenças devidas. Prometer pagar e depois recorrer para não pagar não é detalhe, é escolha política. Tentar deixar professores de fora, reduzir direitos e empurrar a solução para mais tempo na Justiça também é escolha. E, quando se trata de educação, essas escolhas têm peso.




Estamos falando de profissionais que trabalharam, cumpriram sua função e agora precisam recorrer à Justiça para receber o que lhes é de direito.
No fim das contas, fica uma pergunta que a população e os professores já começam a fazer: se era para não pagar, por que prometeu? Uma vergonha!






A mim, isso não causa surpresa alguma, em absoluto! Aliás, fiz publicações alertando sobre o risco da eleição desse sujeito que, notoriamente, já demonstrava despreparo e inequívoco comprometimento com o ranço carlista da Bahia. Não sei como conseguiu ludibriar tanta gente, inclusive professores. Agora lidem com essa situação, ou reajam insubordinadamente.
“Pão comido é esquecido”.
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Mariano entra na justiça para não cumprir promessa feita aos professores durante campanha.
Por Antônio Neto -6 de abril de 20265 0
Publicado em 6/4/2026, às 5h44
Foto do Pref. Mariano durante debate, no SINDTEC, com a categoria dos profissionais da educação.
Prometeu pagar R$ 12 milhões aos professores, mas recorre à Justiça para não cumprir em Correntina.
Durante a campanha, o prefeito Mariano fez uma promessa clara aos professores de Correntina: pagar os valores atrasados do piso salarial do magistério. Em vídeo gravado em frente ao sindicato, afirmou que quitaria cerca de R$ 12 milhões ainda em 2025. Mas a realidade hoje é bem diferente.
Em decisão proferida pelo juiz Thiago Borges Rodrigues, a Justiça reconheceu que os professores têm direito ao reajuste do piso de 2022, com pagamento dos valores retroativos. Ou seja, o direito existe e foi confirmado judicialmente. Mesmo assim, o Município decidiu recorrer.
Imagem do processo da decisão do TJBA.
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Processo completo da decisão do TJBA
E não parou por aí. Na própria ação, a gestão tenta restringir o alcance desse direito. Um dos argumentos é que o reajuste não deve ser aplicado a toda a carreira do magistério. Na prática, isso significa que o reajuste não contemplaria toda a carreira do magistério, ou seja, seria aplicado apenas no salário base, afetando diretamente a valorização da categoria.
Outro ponto que tem gerado indignação é a tentativa de excluir os professores contratados. São profissionais que trabalharam normalmente, estiveram em sala de aula, garantiram o funcionamento das escolas, mas que agora podem ficar sem receber o que é devido. Os professores contratados seguem sendo o público invisível da educação.
Imagem do processo da Apelação da Prefeito MARIANO no TJBA.
Processo completo da Apelação, do Pref. Mariano, no TJBA
“A gente trabalhou igual a todo mundo, pegou sala, enfrentou dificuldade… agora dizem que não temos direito? Isso não é justo”, relata uma professora contratada da rede municipal.
Além disso, o Município alega que já começou a pagar os valores a partir de 2024 e tenta usar isso como argumento para não pagar o retroativo, afirmando que não pode “pagar duas vezes”. Também pede a suspensão do processo, sob a justificativa de que o tema ainda está sendo discutido em instâncias superiores. Enquanto isso, os professores seguem esperando.
“Na campanha era uma fala bonita, dizia que ia pagar, que valorizava a educação. Agora a gente vê é o contrário”, afirma um professor efetivo da rede.
A decisão judicial, no entanto, foi clara: o piso do magistério deve ser cumprido, respeitando a lei, e o município deve pagar as diferenças devidas. Prometer pagar e depois recorrer para não pagar não é detalhe, é escolha política. Tentar deixar professores de fora, reduzir direitos e empurrar a solução para mais tempo na Justiça também é escolha. E, quando se trata de educação, essas escolhas têm peso.
Prefeito Mariano durante campanha fazendo compromisso aos profissionais da educação.
Prefeito Mariano durante campanha fazendo compromisso aos profissionais da educação.
Prefeito Mariano durante campanha fazendo compromisso aos profissionais da educação.
Prefeito Mariano durante campanha fazendo compromisso aos profissionais da educação.
Estamos falando de profissionais que trabalharam, cumpriram sua função e agora precisam recorrer à Justiça para receber o que lhes é de direito.
No fim das contas, fica uma pergunta que a população e os professores já começam a fazer: se era para não pagar, por que prometeu? Uma vergonha!
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1 COMENTÁRIO
Gecilio Souza
6 de abril de 2026 No 06:52
Seu comentário aguarda moderação
A mim, isso não causa surpresa alguma, em absoluto! Aliás, fiz publicações alertando sobre o risco da eleição desse sujeito que, notoriamente, já demonstrava despreparo e inequívoco comprometimento com o ranço carlista da Bahia. O notável descaso espraia-se por toda a administração pública municipal, desmentindo a propaganda e surradas inconvincentes justificativas. Não sei como conseguiu ludibriar tanta gente, inclusive professores. Agora, lidem com essa situação ou reajam reajam.
Quando os bons se omitem os aproveitadores veem na deriva o momento certo de tomarem o controle da nau.
Mentir neste país e’ natural; e’ dizer a verdade para as ignóbeis criaturas que vivem o oba oba promovidas pelo imperador pão e circo tudo mais vai bem.
Correntina teve oportunidade de mudar o rumo desta praga em que vivi, várias vezes com Lauro do Barrocao, Dr Joaquim é tem nomes fortes como Capitão Getúlio Reis, Dr João Maurício e Prof Vanuzia mas o grito que se ouviu por quatro mandatos fou “nois é 65”. Qual lado ficou o professor diante dessas opções? … e o malandro esperto que é o malandro padrão nacional, deve ter dito: é aqui vou me dar bem!
As consequências das nossas escolhas veem sempre depois… quem sabe outra festinha nas ruas não aquiete os ânimos!