Publicado em 09/08/2024 às 09h48

Por Antônio Rocha Souza.
Por Antonio Rocha.

O VOTO É MAIS QUE UM DEDO NA TECLA

“Brincadeira tem hora, assim canta Zeca pagodinho. Sim, brincadeira tem hora e lugar, como o voto e o carnaval. Carnaval e eleições são duas coisas distintas e sérias, que tem o seu tempo e lugar. São dois movimentos igualmente interessantes, sendo que, num se veste fantasia, n’outro é preciso despir-se dela, para encarar a realidade. Votar é mais que o apertar de uma tecla, assim como pilotar uma aeronave, é mais que puxar um manche para trás e decolar.

A par disso quero lembrar, que é mais um ano de eleição. E não tenha dúvida de que, numa corrida eleitoral, que saber jogar o jogo no tabuleiro da política. E nem sempre o jogo é honesto e limpo, o que faz com que muitos não queiram participar desse processo, abstendo-se da autonomia e do sagrado direito de votar. Não obstante esse notório desinteresse político, em razão de eventuais falcatruas eleitoreiras, é necessário exercer esse nobre ato cívico. Pois, sem ele, nada se realiza e prospera.

Aliás, estimular os eleitores a desistirem de votar é uma velha jogada politiqueira, de quem quer se perpetuar e locupletar no poder. Não é de hoje que as elites desgostam certas categorias de eleitorados, só para terem os seus protegidos sob as suas asas e proteção, depois do pleito vitorioso. Cuidado! Fazer o povo deixar de votar, pode ser uma diabólica tática. E talvez a mais sutil e silenciosa, sendo mesmo proposital.

Desse modo, se por um lado os excluídos deixam de votar, por outro lado aqueles que sempre se beneficiaram do poder constituído e perpetuado, vão se acomodando e acomodando os seus. A decisão de não votar, já é por si um voto. E o pior dos votos… porque tolhe a chance de uma vida melhor. Por isso que, votar, exige amadurecimento e comprometida análise critica dos programas e projetos da vida social. Sendo assim, aquele (a) que vota sempre se compromete. E, é melhor se comprometer de maneira livre e consciente, do que com a venda da consciência, por qualquer ninharia financeira. É que, o seu voto, pode fazer da vida de todo mundo um céu, ou mesmo um inferno...! Conclui-se daí que, eximir de votar e lavar as mãos como fez Pilatos, também pode comprometer o seu futuro, o futuro de seus filhos e das gerações futuras.

Ao praticar o seu voto, antes olhe para o mundo e repare ao seu redor. Pergunte a si mesmo, o que pode e deve ser mudado pra melhor, através do seu ato. Veja qual o candidato ou a candidata tem o programa, que melhor contemple o sonho do povo. Claro que não basta votar! O seu compromisso vai além das urnas. Ele dura, no mínimo, o tempo do mandato da sua candidata ou do seu candidato eleito.

Lembre-se que o voto nunca pode ser um sonho individual. O voto é sempre um sonho coletivo, que contempla o bem comum. Votar é um ato de livre escolha, mas também de grande responsabilidade pessoal e social, diante dos desafios que a realidade nos apresenta. É pelo voto que você melhora ou piora a saúde, a segurança, o emprego, a educação, a moradia e o futuro das crianças. Sim, votar também é um ato de reconhecimento e valorização daqueles (as), que um dia lutaram, para que a gente tivesse esse direito.

Por fim, examine e aproveite o tempo para estudar, conhecer e escolher pela sua consciência e não pelo aliciamento, o (a)candidato (a) que melhor contemple as suas demandas. E que seja para além da sua categoria, e que melhor represente os desafios da sociedade, sob o prisma da igualdade e da justiça social. E não se esqueça que o poder do nosso voto, é maior que o poder da caneta deles.


Texto de Antonio
Rocha

4 COMENTÁRIOS

  1. Oxalá o povo tomasse a verdadeira consciência da responsabilidade de um voto, pois os municípios precisam ter melhores candidatos para gerirem a coisa pública, como também a nível Estadual e Federal, porque se nós cidadãos não fizermos nossa parte de votar bem e também fiscalizar e cobrar, vamos continuar a ver políticos achando que são donos do poder e lá fazem o que bem querem e se esquecem de olhar para a real necessidade do povo.

  2. Vivemos tempos sombrios na política, porque ultimamente a maioria dos eleitores não sabem o valor do sufrágio universal e acabam negociando o voto por migalhas e passando o poder para corruptos e tornando escravos dos seus atos impensados. Somente o conhecimento com pitadas de responsabilidade para salvar e dignificar uma nação.

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