Publicado em 18/4/2026, às 17h33

Gecilio Souza – Graduado em filosofia pela PUC-GO, mestre em filosofia pela UFG, Bacharel em direito pela UniCEUB, professor, Cordelista e poeta

O JOGO DA VIDA
Por Gecilio Souza

Dizem que a vida é um jogo
Não consigo discordar
Pois ambos têm tudo a ver
Se cada um for pensar
A bola são os desafios
Que precisamos enfrentar
Os piores adversários
Estão num único lugar
Ou seja dentro de nós
Em equipe e nunca a sós
Dominando devagar

O juiz e o bandeirinha
Acompanham sem piscar
Eles são as circunstâncias
Que ninguém pode evitar
Parecem dois cães ferozes
Fisgados no calcanhar
Mordem forte aos covardes
Que só sabem reclamar
Estes estão no buraco
Aos valentes mordem fraco
Porque fazem despertar

Para o jogo que é pesado
Sem data para terminar
Mas se torna menos duro
Para quem aceita jogar
O campo beira o abismo
E é bastante irregular
Falta grama e sobram pedras
Para o jogador tropeçar
Há urtiga e cansanção
Marimbondo e escorpião
Serpente para picar

As duas traves são móveis
Tão difícil se acertar
Alguma bola no gol
Precisa saber chutar
Nenhum chute aleatório
Faz o mau time ganhar
Craque é aquele que vence
O medo de disputar
Não sucumbe no abismo
Vence o próprio comodismo
E a vontade de parar

Porque qualquer jogador
É capaz de desanimar
Perder algumas partidas
Não implica em fracassar
O verdadeiro vencedor
Insiste em recomeçar
Mas quem abandona o jogo
Perde por se acovardar
Logo abandona a disputa
Quer ter vitória sem luta
E quer colher sem plantar

Neste jogo da existência
Perde quem trapacear
Cada um com seu talento
Vale a pena se esforçar
O jogo é muito importante
Mas não precisa apressar
Sigamos todos no jogo
Façamos a bola rolar
Jogar é seguir vivendo
Seja vencendo ou perdendo
Há algo a comemorar

 

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