Publicado em 5/5/2026, às 11h45

Foto: Gilson Magalhães da Silva.
Alexandre Araújo – É Mestre em Direito pela Universidad del Atlántico, na Espanha, e possui pós-graduação lato sensu em Direito Penal e Direito Constitucional.

DOCUMENTÁRIO: CORRENTINA, O OÁSIS DO OESTE BAIANO
Por Gilson Magalhães e Alexandre Araújo

Saudações, meus diletos espectadores! Aqui quem vos fala é o Comandante Alexandre, Oficial da Marinha, Aviador Naval e produtor apaixonado dos canais Vetores de Poder e Ponto Cego do Direito. Hoje, vestimos nossa farda de explorador, acionamos nossas turbinas e levantamos voo rumo a uma das joias mais reluzentes do interior do Brasil. Como orgulhoso descendente de pai baiano
— o que me confere um indelével laço de identidade e carinho com o glorioso estado da Bahia —, é com imenso prazer que decidi produzir este breve documentário. O nosso alvo de hoje? A belíssima cidade de Correntina.

Antes de iniciarmos a nossa navegação por essas terras de encantos, faço aqui uma menção honrosa, em tom de profundo agradecimento, ao senhor Gilson Magalhães da Silva. Cidadão correntinense distinto, natural e residente na Fazenda Conceição, o senhor Gilson nos cedeu gentilmente as magníficas imagens que ilustram nossa viagem de hoje. Atualmente, este nobre amigo encontra-se em Brasília, em fase de conclusão do curso de Direito, lapidando seu intelecto com o louvável intuito de retornar e contribuir ainda mais com a sua amada cidade natal. Nosso muito obrigado, futuro Doutor Gilson!

Apertem os cintos, pois vamos viajar no tempo.

As Raízes de Ouro e a Força da Fé

Foto Correntina.

O surgimento de Correntina remonta ao vibrante período colonial brasileiro, impulsionado pelas famosas expedições de Entradas e Bandeiras que, entre os anos de 1700 e 1790, desbravaram a região em uma intensa corrida pelo ouro e por diamantes.

Liderados por figuras como Bartolomeu Bueno da Silva e Matias Cardoso de Almeida, os primeiros colonos chegaram atraídos pelo imenso potencial mineral, estabelecendo-se na área que antes era habitada por povos indígenas.

Foto da Igreja da praça da matriz

A tradição e a religiosidade logo se fundiram com a natureza. Conta uma pitoresca lenda local que o sumiço de algumas éguas do fazendeiro Joaquim Amorim Castro da Gama levou sua esposa a fazer uma promessa à Nossa Senhora da Glória. Quando os animais foram encontrados saciando a sede às margens do rio, ergueu-se a primeira capela, e o curso d’água foi carinhosamente apelidado de Rio das Éguas.

Foto Correntina

Com o passar das décadas, o que era um arraial de apoio a garimpeiros cresceu. O povoado foi elevado à categoria de vila em maio de 1866, e, após idas e vindas de supressões e restaurações emancipatórias, Correntina finalmente alcançou o foro de cidade em 1938.

Geografia Privilegiada: A Capital das Águas
Localizada a mais de 900 quilômetros de Salvador e a pouco mais de 500 quilômetros de Brasília, Correntina é um município que impressiona pela sua grandiosidade territorial, ostentando mais de 11.500 quilômetros quadrados.

Com uma população estimada na casa dos 34 mil habitantes, a cidade é abraçada pelo cerrado e, principalmente, por um tesouro cada vez mais raro: a abundância hídrica.

Foto Correntina

Ao contrário da imagem estereotipada do nordeste seco, Correntina é banhada por cinco imponentes rios de águas cristalinas: o próprio Rio Correntina, o Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio. O Rio Correntina, especificamente, tem a audácia e a beleza de cortar o próprio centro da cidade, criando um espetáculo urbano que poucos lugares no mundo possuem.

A Locomotiva do MATOPIBA: Economia e Agronegócio

Foto Correntina

Mas não se deixem enganar achando que a cidade vive apenas de brisa e água fresca. Correntina é um colosso econômico.

Estrategicamente inserida no MATOPIBA — a grande fronteira agrícola que une Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, o município possui um Produto Interno Bruto (PIB) formidável. Para se ter uma ideia, o PIB per capita correntinense ultrapassa a marca de 117 mil reais, impulsionado por um agronegócio de altíssima tecnologia. A cidade se destaca como um grande polo produtor de grãos, com lavouras monumentais de soja, milho e algodão, além de possuir lavouras de mamona de destaque nacional. As planícies do oeste baiano viraram um ímã para investimentos, atraindo empreendedores que transformaram o distrito Rosário e outras áreas rurais em verdadeiras potências da balança comercial baiana.

O Turismo: Um Paraíso de Ecoturismo e Alegria

Foto do Ranchão de Correntina

É no turismo, entretanto, que Correntina captura a nossa alma. O balneário Sete Ilhas, localizado a apenas 1,5 km do centro, é descrito pelos moradores como “sete pedaços do céu”. Suas praias de rio, pontes charmosas e vegetação nativa criam um refúgio de paz incomparável.

Foto do Ranchão de Correntina

Bem no coração da cidade repousa o Ranchão. Idealizado nos anos 1960, este cartão-postal retangular à beira do rio é o epicentro das festividades de verão e sedia a tradicional Festa do Havaí. Para os aventureiros de plantão, as opções são vertiginosas: as corredeiras alucinantes da Cachoeira da Zumba, a preservada Cachoeira do Catolés e a hospitalidade inigualável da Cachoeira do Manoel Mendes, onde é servido o lendário pirão de galinha caipira da região. E, claro, como um bom pedaço da Bahia, Correntina sabe fazer festa! A cultura local pulsa forte com a folclórica Folia de Reis e a tradicional Festa do Divino Espírito Santo. Mas quando fevereiro chega, meus amigos, o Carnaval de Correntina se transforma em um dos destinos mais procurados do interior do país, atraindo milhares de turistas do Distrito Federal e de Goiás, que lotam os balneários de dia e curtem os trios elétricos à noite.

Foto das Sete Ilhas em Correntina
Foto das Sete Ilhas em Correntina.

Correntina é o equilíbrio perfeito entre o vigor econômico que sustenta a nação e a calmaria de um santuário ecológico que reabastece o espírito. Se você não conhecia essa maravilha, já passou da hora de traçar a rota. Um forte abraço do Comandante Alexandre. Mantenham-se no rumo e até a próxima!Alexandre Araújo é Capitão de Mar e Guerra da reserva da Marinha do Brasil, Aviador Naval e autor de obras como “O Futuro que nos Aguarda” e “Decadência dos Regimes Democráticos Contemporâneos”.

Possui uma extensa e condecorada trajetória militar, pautada pela liderança e gestão em operações de alta complexidade. Ao longo de sua carreira na esquadra brasileira, exerceu os cargos de Comandante de Navio e Chefe do Departamento de Administração do 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral. No cenário internacional, atuou como Chefe do Departamento de Obtenção na Comissão Naval Brasileira na Europa, liderando processos estratégicos de aquisição. É condecorado com diversas comendas, em especial a Medalha Ordem do Mérito de Defesa. No campo da inteligência de Estado e análise geopolítica, destacou-se como Chefe da Seção de Inteligência no Ministério da Defesa. Sua expertise prática é fundamentada por rigorosa formação acadêmica na área, sendo pós-graduado em Inteligência pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). É o principal produtor dos canais “Vetores de Poder” e “Ponto Cego do Direito”.

Sua atuação na esfera jurídica e estratégica é referendada por uma sólida titulação.  Dedica-se à intersecção entre o direito, a inteligência estratégica e o desenvolvimento humano de alta performance.VETORES DE PODER

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