Publicado em 3/5/2026, às 11h15

Correntina decide agir: modelo cívico-militar surge como resposta à crise na educação.
Por Getúlio Reis
A Prefeitura de Correntina tomou uma decisão que, embora incomode setores ideológicos, representa um avanço concreto e necessário para a educação do município que é a implantação do modelo cívico-militar na rede pública de ensino.
Segundo noticiários regionais e até mesmo o Setor de Comunicação Oficial do Município divulgou que o termo de cooperação que foi assinado na última terça-feira de abril (29), em Salvador, na sede do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar da Bahia, ficando definido que a Escola Municipal Anísia Silva Moreira será a primeira unidade a adotar o novo formato em Correntina. A mudança começa já em maio — e, com ela, inicia-se também uma transformação que vai muito além da sala de aula.

É preciso dizer com todas as letras que o modelo cívico-militar não é teoria, é resultado. Onde foi implantado, houve melhora real no desempenho escolar, queda nos índices de evasão, redução de conflitos e, principalmente, recuperação de algo que parte do ensino tradicional abandonou há tempos — disciplina, respeito e responsabilidade.
Enquanto muitos insistem em relativizar regras dentro da escola, o modelo cívico-militar reafirma o óbvio: não há aprendizado consistente sem ordem, não há crescimento sem limites e não há cidadania sem valores.
A nota oficial mostra que o prefeito Mariano Correntina foi direto ao ponto, quando afirmou:
“Estamos investindo no futuro dos nossos jovens. Esse modelo forma cidadãos, resgata o respeito dentro da escola e cria um ambiente onde o aluno pode, de fato, aprender.”
E é exatamente isso que os dados mostram em várias partes do país, porquato escolas cívico-militares têm registrado índices superiores no IDEB, maior frequência dos alunos e redução significativa de episódios de indisciplina. Não se trata de opinião, mas de evidência.

Foto Ilustrativa da Escola Civico-Militar – Criado pela IA
Mais do que números, há histórias concretas. Em diversos estados brasileiros, estudantes oriundos de escolas cívico-militares conseguiram ingressar em universidades públicas, concursos e carreiras de destaque. Jovens que antes estavam à margem do sistema educacional encontraram nesse modelo uma estrutura que lhes ofereceu direção, propósito e oportunidade.
Relatos de alunos que passaram por esse modelo são claros: muitos afirmam que foi justamente a disciplina, o respeito às regras e o incentivo à responsabilidade que fizeram a diferença em suas trajetórias. São jovens que aprenderam não apenas matemática e português, mas valores que carregam para a vida inteira.
É importante deixar claro — e desmontar uma narrativa recorrente que a cooperação pactuada não se trata de “militarizar o ensino”. A educação continua sendo conduzida por professores e pela Secretaria de Educação. O que muda é o ambiente. O que se fortalece é a organização. O que se recupera é a autoridade pedagógica, tantas vezes enfraquecida.
No texto produzido pelo do órgão de imprensa municipal o secretário municipal de educação Clériston Mota foi muito feliz quando reforçou esse ponto com clareza:
“A proposta é organizar o ambiente escolar, garantindo melhores condições de ensino e aprendizagem. O conteúdo pedagógico permanece com os professores.”
A implantação em Correntina foi construída com diálogo, ouvindo pais, alunos, professores, o Conselho Municipal de Educação e o Ministério Público. E, mais importante, a adesão será opcional. Ou seja, ninguém será obrigado — mas todos terão a oportunidade de escolher um modelo que tem dado certo e mostrado resultados concretos.
A escola contará com cinco agentes militares atuando no apoio à disciplina e à convivência, enquanto a gestão pedagógica permanece intacta. A estrutura física será mantida, com ajustes na identidade visual e uniforme, fortalecendo o senso de pertencimento e organização.
A verdade é que a decisão da Prefeitura de Correntina rompe com a inércia que por anos comprometeu o avanço da educação. É uma escolha que exige coragem — porque enfrenta resistências —, mas que se sustenta em resultados.

Num momento em que tantas escolas enfrentam indisciplina, evasão e baixo rendimento, insistir nos mesmos métodos esperando resultados diferentes é, no mínimo, irresponsável.
Correntina, ao contrário, decidiu agir.
E ao agir, envia um recado claro, afirmando que a educação precisa de seriedade, de estrutura e de compromisso com o futuro. Não se constrói uma geração preparada com permissividade, mas com valores, disciplina e oportunidade.
A implantação do modelo cívico-militar não é apenas uma mudança administrativa — é uma resposta concreta a um problema social e real que teimavam em criar raízes.
E, ao que tudo indica, é também o início de um novo caminho para a educação no município.
Que DEUS abençoe essas novas iniciativas!





